Como é produzido carvão vegetal em fornos de alvenaria [Com Vídeo]

Como é produzido carvão vegetal em fornos de alvenaria?

É possível produzir carvão ecológico nos atuais modelos de fornos de carvão existentes?

Este artigo épico  tem o objetivo de apresentar o estado da arte em tecnologias de carbonização que permite produzir carvão vegetal  em forno de carvão de  alvenaria. O que você vai aprender neste artigo

Considerando a pequena escala o tijolo de alvenaria é o material mais comum, mais barato e mais eficiente até hoje para se produzir carvão.

Mas como é produzido carvão vegetal em forno de carvão de alvenaria?

Você aprenderá que os conceitos são muito parecidos independente da tecnologia.

Você irá perceber claramente ideias e conceitos simples com relação a técnica e investimento  para cada forno de carvão apresentado.

Iremos discutir as principais tecnologias de carbonização existentes no Brasil e fora do pais neste artigo épico.

E o mais IMPORTANTE iremos a apresentar a consagrada técnica sequencial de condução de carbonização da Fórmula da Carvoaria Perfeita.

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O forno de carvão é apenas um elo

Como fazer carvão vegetal em pequenos fornos de alvenaria. O elo da cadeia produtiva do carvão vegetal
Como fazer carvão vegetal em pequenos fornos de alvenaria.
O elo da cadeia produtiva do carvão vegetal

Importante destacar que o forno de carvão é apenas um elo da produção de carvão vegetal.

Para que você alcance o sucesso em um negócio de carvão vegetal, você precisa sim conhecer os fornos mas ele é apenas um elo da cadeia: é a “ponta do iceberg”.

A sua matéria prima (madeira ou outra biomassa) deve chegar adequada com certas características específicas.

O seu forno de carvão pode nem mesmo funcionar ou funcionar tão mal que o próprio equipamento pode vir a deteriorar em tempo recorde em função da qualidade da sua matéria prima.

Entender como o forno de carbonização funciona e conhecer todos os recursos disponíveis é fundamental para o sucesso da sua produção de carvão vegetal.

Mas, como é produzido carvão vegetal nos fornos de alvenaria afinal de contasl

Classificação geral de forno de carvão

classificação de um forno de carvão

Os fornos utilizados para a carbonização da madeira podem ser classificados das seguintes formas:

  • Pelo Aquecimento:
    • Fornos com fonte de aquecimento externa ou alotérmicos.
    • Fornos com fonte de aquecimento interna ou autotérmicos.
  • Pelo Mobilidade:
    • o   Fornos fixos.
    • o   Fornos portáteis.
  • Pelo Continuidade:
  • Pelo material construtivo
    • o   Fornos de alvenaria
    • o   Fornos metálicos
    • o   Fornos híbridos
  • Pelo sistema de exaustão

Os fornos de carvão mais comuns  no Brasil são os fornos de alvenaria, tema que abordaremos neste artigo épico.

Forno de carvão de alvenaria e sua escala produtiva

escala produtiva de um forno de carvão de alvenaria

Os fornos de alvenaria dominam o mercado brasileiro, estão presentes de norte a sul e são usados largamente em todo território nacional.

Convém destacarmos que existem de “micro-fornos” que produzem alguns poucos MDC (metros de carvão) por batelada até grandes fornos que produzem algumas centenas de MDC por fornada.

Considerando a escala e engenharia envolvida existe uma grande diferença entre projetos, falando-se de engenharia construtiva entre um pequeno e um grande forno de carvão vegetal.

Os fornos pequenos em termos de engenharia são bem simples e os grandes fornos tem um engenharia bem complexa de projeto e execução.

O grande sucesso dos fornos de alvenaria se dá principalmente pelo material empregado, basicamente tijolos de argila preparados em olarias.

Como é produzido carvão vegetal num forno de pequena e grande escala? Existem diferenças?

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Vantagens de um forno de carvão de alvenaria

vantagens de um forno de carvão de alvenaria

As principais vantagens dos fornos de alvenaria de produção de carvão vegetal são:

  1. Facilidade de vedação das entradas de ar (feitas com a própria argila). A infiltração de ar dentro nos fornos de carbonização é um grande inimigo da produção de carvão.
  2. Fácil controle da manobra de carbonização. Com poucos recursos facilmente se atua no controle de um forno de carvão de alvenaria.
  3. Baixo custo. Este é principal elemento que o tornou amplamente difundido no Brasil. Um forno de carvão de alvenaria tem relativamente baixo investimento inicial e boa durabilidade.
  4. Fácil construção. Não é necessário nenhum projeto de engenharia complexo, eles seguem padrões de construções óbvios e simples (a exceção dos grandes fornos de carvão).
  5. A possibilidade de deslocamento da praça produtiva a baixo custo (dos pequenos fornos) acompanhando a exploração florestal.
  6. Fácil manutenção. Os fornos de alvenaria precisam basicamente de tijolos e argila e um pouco de técnica e bom senso para recuperação/manutenção.

Desvantagens de um forno de carvão de alvenaria

desvantagens de um forno de carvão de alvenaria

Os fornos de alvenaria convencionais possuem certas desvantagens que podem ser enumeradas conforme

  1. Um baixo rendimento gravimétrico em carvão vegetal com a consequente subutilização da madeira (muitos controles novos e apurados tem melhorado os resultados de rendimento).
  2. Os gases de carbonização são liberadas geralmente para o ambiente, contaminado os trabalhadores e o ambiente circundante (os novos layouts com queimadores tem solucionado este problema);
  3. A parede de alvenaria do forno de carvão é um “péssimo” condutor de calor, o que faz com que o tempo de resfriamento do carvão vegetal seja muito longo (geralmente dias);
  4. O carvão vegetal apresenta qualidade variável, em função da sua posição do forno principalmente em teor de carbono fixo, principalmente numa avaliação vertical. Temos dos “tiços” no chão do forno até o carvão com teor de carbono fixo em 80% na parte superior da carga enfornada;
  5. A produção nos fornos de alvenaria não leva em conta parâmetros de qualidade de carvão vegetal tais como, composição química, poder calorífico, densidade do granel e resistência mecânica;
  6. O treinamento de mão de obra é extremamente dificultado em função do empirismo com que se conduz a carbonização em um forno de carvão alvenaria (cor de fumaças, temperatura externa das paredes do forno, aparência dos tatus, etc);

Destacamos que existem exceções as desvantagens acima citadas e que as evoluções tem mudado rapidamente os conceitos em produção de carvão.

Forno de carvão de terra

forno de carvão de terra preparo

O forno de carvão de terra é o sistema mais rudimentar de produção de carvão.

Como é produzido carvão vegetal no forno de terra?

Em algumas regiões do Brasil e alguns países mundiais menos desenvolvidos é comum ainda a utilização deste forno de carvão

Apesar de a carbonização ser realizada literalmente na terra existe uma arte e técnica para se produzir o carvão neste tipo de forno de carvão.

Mas como é produzido o carvão vegetal no forno de carvão de terra?

Num forno de carvão de terra verifica-se o sentido predominante do vento e abre-se uma vala no solo na direção do vento.

A vala do forno de carvão de terra tem uns 20-40 cm de profundidade. ou mais em função da prática do produtor de carvão vegetal.

No fundo da vala e nas suas laterais coloca-se folhas verdes (geralmente de grandes dimensões como as de bananeira) forrando-se toda a vala.

Coloca-se madeira enchendo a vala e elevando-se mais alguns centímetros  sobre o nível do solo.

A madeira é então coberta com as folhas verdes forrando-se a carga de madeira

Coloca-se agora a terra sobre as folhas verde, formando um monte onde era a vala inicialmente agora “carregada com madeira”

Destaque: Um forno deste é praticamente impossível de implementar um sistema de controle de poluição (diga-se queimador de fumaça).

Como é produzido carvão vegetal no forno de terra

forno de carvão de terra

Faz-se duas (02) aberturas no forno de carvão de terra:

  • Uma abertura que é entrada do ar que controla a carbonização (na extremidade de entrada do vento)
  • Uma abertura que é a saída da fumaça na extremidade oposta do forno de carvão (na extremidade de saída do vento).

A carbonização do forno de carvão de terra acontece por 2-3 dias e o resfriamento por um período relativamente igual.

A descarga do carvão é realizada manualmente separando a terra das peças de carvão vegetal sendo esta a parte mais complicada do processo.

Vantagens e desvantagens do forno de carvão de terra

A vantagem do forno de carvão de terra  é que o custo é praticamente nulo em termos de materiais, existe o custo da construção do forno com folhas e terras a cada nova batelada.

As principais desvantagens são rendimentos 50% menores que os sistemas tradicionais de alvenaria de produção de carvão, contaminação do carvão com terra e inexistência completa de mecanização.

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Forno de carvão tipo “rabo quente

forno rabo quente foto e esquema

Como é produzido carvão vegetal no forno tipo rabo quente?

A tecnologia de carvão mais tradicional no Brasil é forno de carvão tipo  “rabo quente”.

É a tecnologia mais difundida de produção de carvão pela sua simplicidade construtiva e baixo custo.

Os pequenos produtores usam amplamente esta tecnologia de carbonização.

O forno de carvão tipo “rabo quente” é recomendado para locais planos, e geralmente é construído em baterias ou conjunto de fornos.

O forno de carvão tipo “rabo quente” é construído utilizando-se apenas tijolos de barro cozido e argamassa de barro e areia.

A argamassa utilizada é uma mistura de argila, areia e água em quantidades que produzam um barro fácil de trabalhar.

As vezes acrescentam-se aditivo nobres como “acuçar” ou “silicato de sódio” com objetivo de dar liga e expansividade ao forno ocasionado pelos ciclos de aquecimento e resfriamento.

Desvantagens do forno de carvão tipo “rabo quente”

As principais desvantagens de um forno de carvão tipo “rabo quente” são:

  • Quando não bem administrada a carbonização (sendo bem frequente esta afirmação) produzem baixo rendimento gravimétrico.
  • Ter inúmeros controles de ar e saídas de fumaça, isso contamina todo o ambiente e dificulta as operações na praça produtiva.
  • Ter um controle empírico da carbonização através de fatores subjetivos como a fumaça e o calor da parede de alvenaria pelo tato do carbonizador.

Vantagens do forno de carvão rabo quente

As principais vantagens de um forno de carvão tipo “rabo quente” podem ser assim enumeradas

  • Baixo custo de implantação tanto de materiais quanto de mão de obra.
  • Baixo custo de manutenção uma vez que os próprios materiais e a equipe produtiva fazem a manutenção.
  • Acompanhamento da floresta, pode ser desmanchado e levado para mais Próximo da matéria prima aum custo relativamente baixo.
  • Facilidade de encontrar mão de obra para operação destes fornos.

Como é produzido carvão vegetal no forno tipo rabo quente

como é produzido carvão vegetal no forno rabo quente

A operação de um forno de carvão tipo rabo quente compreende basicamente:

  • Carregamento, isto é, a colocação da lenha em seu interior que acontece de forma manual
  • A carbonização,  que seria o controle do processo de transformação da madeira em carvão
  • O resfriamento do forno com uma técnica denominada “barrelamento”.
  • A descarga do carvão produzido.

Como é produzido o carvão vegetal no forno de carvão tipo rabo quente

Após  carregamento do forno, procede-se ao fechamento da porta, e ignição do forno.

A ignição do forno de carvão é feito colocando-se no buraco deixado na parte superior (ou inferior) da porta, materiais que pegam fogo com facilidade, tais como, cascas, gravetos e madeira semicarbonizada.

No início do processo a fumaça sai pelo próprio buraco de acendimento e é de cor esbranquiçada.

Quando a fumaça torna-se escura e verifica-se que existe fogo e aquecimento suficiente  é sinal que a combustão esta sucedendo, e neste momento pode-se completar o fechamento da porta com tijolos e argila.

Selada a porta, a fumaça começará a sair pelos orifícios popularmente chamados de “baianas”.

No início, a fumaça da carbonização é esbranquiçada , tornando-se azulada com o tempo.

Quando a fumaça torna-se de cor azulada significa que a carbonização, ou frente de carbonização, já atingiu aquele ponto e aquele orífico ou baiana deve ser selado.

A cor azul indica que aquela região já foi convertida em carvão.

A organicidade da condução da carbonização

Como a frente de carbonização não atinge todas os oríficos (baianas) no mesmo tempo, elas serão selados em momentos diferentes.

É um processo orgânico e muito dinâmico em que o carbonizador é o grande responsável pelo sucesso.

Após o termino da carbonização o forno geralmente resfria-se 2-3 dias utilizando o “barrelamento” e abre-se quando o mesmo se encontra frio, com temperatura geralmente abaixo de 50 graus celsius.

O ciclo médio de produção de um forno de carvão tipo rabo quente é 7 dias sendo:

  • 3 dias de carbonização
  • 3 dias de resfriamento
  • 1 dia de descarga e carga

Destaque: Um forno deste é praticamente impossível de implementar um sistema de controle de poluição (Queimador de fumaça)

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Forno de carvão tipo encosta

forno de carvão de encosta

Como é produzido carvão vegetal no forno tipo encostas?

O forno de carvão tipo encosta é uma adaptação do forno rabo quente sendo que é muito utilizado em regiões “montanhosas”.

O que caracteriza um forno de carvão tipo encosta é o aproveitamento  do desnível natural do terreno.

Na sua construção, corta-se o barranco em formato circular (sendo esta as paredes do forno).

A cúpula do forno de carvão tipo encosta é apoiado na borda do barraco

A produção é muita parecida com a do forno de carvão tipo rabo quente, no entanto o mesmo possui menos orifícios laterais o que altera um pouco controle do processo.

O processo de resfriamento é alterado também, uma vez que a superfície específica para o “barrelamento”  é menor, tendendo neste forno o carvão demorar um pouco mais para resfriar.

Como é produzido carvão vegetal no forno de carvão tipo encosta

A operação do forno de carvão tipo encosta é um pouco diferente do forno de carvão tipo rabo quente.

A ignição do forno é feito também pela porta do forno de carvão.

O controle da carbonização será feita com base na quantidade e cor das fumaças que saem pelas chaminés.

O  forno de carvão tipo encosta pode possuir de 1 a 5 chaminés , nem sempre a frente de carbonização desenvolve-se de maneira uniforme.

As chaminés são fechadas de acordo a dinâmica e organicidade do processo de carbonização.

A medida que a cor da fumaça se torna azulada em cada chaminé, fecham-se os orifícios próximos a cor da fumaça azulada.

Os procedimentos de resfriamento do carvão e descarga são similares ao do forno de carvão tipo rabo quente.

DICA: Um forno deste É POSSÍVEL COM ALGUMAS ADAPTAÇÕES implementar um sistema de controle de poluição (Queimador de fumaça)

Forno de carvão de superfície

forno de carvão de superfície

Como é produzido carvão vegetal  no forno de superfície?

O forno de carvão tipo superfície é uma evolução do forno de carvão tipo  rabo quente.

As características são muito parecidas com a do forno de carvão tipo rabo quente.

No entanto a tiragem da fumaça acontece apenas pela chaminé localizada lateralmente que pode ter exaustão central ou mesmo lateral.

Não existem os orifícios nos fornos denominadas “baianas” comuns aos fornos de carvão tipo rabo quente.

A grande vantagem deste forno é sua simplicidade de operação e carbonização.

O forno de carvão tipo superfície, pelas suas características de projeto e construção, apresenta melhores condições do que os fornos de carvão tipo rabo quente ou encosta.

Como é produzido carvão vegetal em fornos de carvão tipo superfície

A operação do forno de carvão tipo superfície tende a ser mais simples devido principalmente à existência de apenas uma chaminé e a possibilidade de utilizar oríficios inferiores denominados popularmente “tatus” como o controlador da “marcha de carbonização”.

Os orifícios de ar localizados no piso dos fornos (os tatus) controlam a entrada de ar e a velocidade da carbonização.

Quando os orifícios inferiores ficam na cor rubra, em brasa (popularmente chamados de “pingado”) eles sofrem restrição de entrada de ar controlando a temperatura do forno e o processo.

O processo de resfriamento é similar aos demais, utilizando a técnica do “barrelamento” para acelerar o resfriamento.

O procedimento de descarga do carvão produzido é o mesmo  já descrito para os outros fornos circulares de alvenaria.

A opção da descarga mecanizada

Existe aqui ainda uma opção interessante  para este forno de carvão tipo superfície quando o mesmo tem dimensões maiores.

Fornos de superfície de dimensões maiores permitem a mecanização da descarga do carvão usando alterações de projetos no forno  e o uso de uma concha alongada numa carregadeira.

A mecanização da descarga do carvão vegetal permite humanizar, ao eliminar o contato frequente do homem com o pó de carvão comum nos fornos pequenos.

DICA: Este forno É UMA DAS MELHORES OPÇÕES de implementar um sistema de controle de poluição (Queimador de fumaça) para pequenos produtores.

Forno de carvão de superfície com câmara externa

forno de carvão de superfície com câmara externa

Como é produzido carvão vegetal no forno de carvão de superfície com câmara externa?

Este forno de carvão é parecido com forno de superfície, porém ele possui uma câmara externa para conduzir o processo de carbonização.

A ignição do forno acontece pela câmara externa que conduz o calor para dentro do forno por canais subterrâneos em locais estrategicamente colocados.

Utiliza-se gravetos, casca , tiços e a própria madeira para aquecer o forno e iniciar a carbonização do forno.

A grande diferençado  forno de carvão superfície com câmara é que o mesmo não possui nenhuma entrada de ar na sua estrutura de parede, sendo que o controle da carbonização dá-se através da câmara no piso do forno.

Isso simplifica o controle da carbonização desde que sua matéria prima seja homogênea e padronizada.

Depois de acesa a câmara de combustão do forno de carvão, o controle da carbonização se dá pela quantidade de ar que se deixa entrar em seu interior pela câmara.

Ao final do processo de  carbonização a porta da câmara e a sua janela de controle de entrada de ar são fechadas e seladas com argila , iniciando-se a fase de resfriamento.

DICA: Este forno é um excelente opção em que pensa no futuro automatizar controle do forno, no entanto ainda não existem no momento técnicas comerciais viáveis para isso.

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Mini forno retangular de alvenaria

forno retangular UFV

Como é produzido carvão vegetal no mini-forno de alvenaria

Este forno foi desenvolvida na Universidade Federal de Viçosa e tem o objetivo de levar a mecanização a pequenas unidades produtivas de carvão vegetal.

Pode ser considerado uma das melhores opções da atualidade em termos de produção de carvão para pequenos produtores.

Existe um maior investimento inicial, mas ele utiliza das técnicas consagradas dos grande fornos retangulares que já existem há cerca de 20 anos no Brasil.

Já foi utilizado em teses de mestrado com conexão do forno com queimador de fumaça e com um pouco de evolução deve-se se tornar uma das melhores opções nacionais para pequenos produtores.

Como é produzido carvão vegetal no mini forno de carvão retangular?

fluxo térmico no forno de carvão retangular

A lenha é disposta horizontalmente, diferente dos fornos de carvão circulares em que a lenha é disposta verticalmente.

Dispor a lenha de forma horizontal diminui o trabalho de carga do fornos (manual).

Existe ainda a opção de mecanizar a carga do forno de carvão com uma pequena grua, sendo rápido e prático neste tipo de forno de carvão esta operação.

Uma vez carregado o forno o mesmo é vedado e segue o procedimento de controle de carbonização apresentado no forno de carvão de  superfície.

O controle da carbonização pode ser incrementado com a técnica sequencial de condução da carbonização da fórmula da carvoaria perfeita.

Após a carbonização da madeira, procede-se com o resfriamento utilizando as mesmas técnicas dos fornos tradicionais de alvenaria.

A técnica do “barrelamento” acelera o resfriamento do forno de carvão assim como nos outros fornos de carvão já citados.

A descarga do carvão pode ser feita com implemento de descarga adaptado num mini trator.

Técnica Carvoaria Perfeita de Controle Ótimo de Carbonização em pequenos fornos de carvão

Como é produzido carvão vegetal na técnica de carbonização ótima da fórmula da carvoaria perfeita?

Instalando poços metálicos

posição dos pontos de leitura no forno de carvão

O primeiro passo para a técnica de controle de carbonização é implantar poços metálicos localizados a 40 cm de altura do controlador de ar (tatu), deslocados 25 cm sentido fluxo dos gases (chaminé).

Os poços são tubos metálicos com o comprimento um pouco maior que a parede forno de carvão.

O lado exterior do tubo metálico é aberto do lado externo do forno (ambiente) e fechado no lado interior do forno.

IMPORTANTE destacar que a leitura é feita num chapa metálica rente a parede interna do forno.

instrumentos de leitura de carbonização

O tubo metálco deve ser fechado na sua parte interna pois caso o mesmo seja aberto a entrada de ar produz combustão do carvão alterando completamente as temperaturas.

Iremos agora apresentar uma das técnicas mais efetivas de controle de carbonização para pequenos fornos de carbonização.

Um processo passo a passo simples que garante excelentes resultados em termos de produção de carvão vegetal.

Importante que esta técnica pode ser usada em um forno de carvão retangular ou circular de superfície.

slide18

Procedimento preliminar de controle (passo 0)

Como é produzido carvão vegetal no passo preliminar da carbonização ótima?

Antes de começar o processo de carbonização deve-se estar atento que todos os controladores de ar ( “tatus”) estejam fechados a exceção do controlador de ignição do forno.

O controlador de ignição deve estar completamente aberto e contendo materiais de fácil combustão inicial.

Deve-se garantir que a chaminé do forno de carvão esteja aberta.

Procedimento inicial de controle de carbonização (passo 1)

sequencia da carbonização ótima da fórmula da carvoaria perfeita

Como é produzido carvão vegetal no primeiro passo da carbonização ótima?

Deve ser aceso o primeiro controlador de ar de cada lado do forno. com casca, gravetos e madeira seca

Uma vez detectado que o forno entrou em processo de carbonização, o que se verifica pelo aumento de temperatura da região que se ateou fogo, o controlador de ar seguinte (segundo controlador) deverá ser aberto e o primeiro deverá sofrer uma restrição de 50% na entrada de ar (restrição que se faz colocando-se um tijolo na abertura do controlador de ar).

O processo de carbonização consiste em conduzir uma marcha sequencial de frente de carbonização.

O tempo da marcha e da carbonização envolve um período que varia geralmente entre 40-100 horas que é influenciado principalmente pela umidade da lenha.

Evoluindo a carbonização (passo 2)

Como é produzido carvão vegetal no primeiro segundo da carbonização ótima?

Quando o segundo controlador estiver aquecido (250 graus celsius aproximadamente), o mesmo deverá sofrer uma restrição de 50%, o terceiro controlador deverá ser completamente aberto (restrição de 0%) e o primeiro deverá sofrer uma restrição de 90.

IMPORTANTE; A temperatura de 250 graus é uma referencia média, é necessário calibrar para cima ou para baixo em 2-3 carbonização de ajuste fino.

Lógica sequencial da carbonização (passo 3)

Quando o terceiro controlador de ar estiver aquecido, o mesmo deverá sofrer uma restrição de 50% (um tijolo), o quarto deverá estar aberto (0% de restrição) o segundo deverá estar com 90% de restrição (dois tijolos) e o primeiro deverá estar com 100% de restrição (dois tijolos, mais argila nas frestas).

O procedimento se repete para os controladores de ar seguintes (quarto quinto…) de forma sequencial.

Repetindo os passos de forma sequencial

Como é produzido carvão vegetal de forma sequencial e contínua na metodologia da carbonização ótima?

A cada 2 horas, deverá ser verificado de ambos os lados do forno de carvão o estado dos controladores de ar.

Todos os controladores de ar deverão seguir uma sequencia de controle de restrição de ar que é: 0%, 50%, 90% e 100%.

Esta de restrição acontece em cada controlador de forma sequencial também, do primeiro de cada lado do forno (próximo a porta) em direção ao último controlador de cada lado do forno (próximo a saída do forno, na conexão com o queimador)

Durante todo o processo de carbonização o carbonizador deverá proceder à vedação caso ocorra o aparecimento de alguma trinca que permita o vazamento de gases e entrada de ar e deverá acompanhar a marcha de carbonização.

Finalizando o processo de carbonização

Como é produzido carvão vegetal na fase final do processo de carbonização?

Chegando-se ao fim da carbonização os controladores de ar deverão ser vedados (dois tijolos, mais argila nas frestas).

Após o fim da carbonização deixa-se aberto ainda o controlador e o bloqueador de fluxo do forno localizado na chaminé por cerca de 4 horas quando deverão ser então ser fechados.

Interromper o processo de carbonização precocemente poderá originar elevada quantidade de “tiços” (madeira parcialmente carbonizada)

E o contrario (interromper a carbonização de forma tardia) irá transformar a madeira em cinza, queimando demasiadamente o carvão.

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Conclusões

Neste artigo épico apresentamos as principais formas de se produzir carvão vegetal com pequenos fornos de alvenaria.

Em outros artigos iremos explorar outras tecnologias e técnicas para se produzir carvão vegetal cada vez melhor.

Como DICA FINAL , eu acredito que os mini-fornos retangulares vão ter um grande crescimento no mercado pois os mesmo atendem algumas demandas de mercado e sociedade que são:

  • Baixo investimento inicial
  • Mecanização do processo
  • Possibilidade efetiva de controle da fumaça da carbonização

Baseado nestas premissas acima, eu arrisco a prever que, esta provavelmente será a tecnologia de carbonização que irá ter maior expansão de mercado e desenvolvimento no Brasil nos próximos anos.

Destacamos que a técnica sequencial de condução da carbonização da Fórmula da Carvoaria Perfeita é um dos métodos mais simples e efetivos para se incrementar rendimento em carvão vegetal.

No próximo artigo iremos aprender como é produzido carvão vegetal na futuras fábricas modernas de carvão

Informações

daniel barcellos

Sobre o Autor

Daniel Camara Barcellos,é especialista em Energia de Biomassa e tenho estudado a melhor forma de AJUDAR PESSOAS  a projetarem e operarem unidades ecológicas de carvão vegetal.

Engenheiro Florestal formado na Universidade Federal de Viçosa com especialização em Fontes Alternativas de Energia e Mestrado e Doutorado em Energia de Biomassa.

NOS ÚLTIMOS 20 ANOS já ajudou inúmeras empresas e pessoas a desenvolverem e instalarem unidades ecológicas de carvão vegetal

A partir dos  RESULTADOS COMPROVADOS de unidades sustentáveis  tem como perspectiva de mudar a péssima imagem da produção de carvão vegetal e ter ajudar a alcançar as habilidades necessárias para produzir carvão ecológico

Destina 10% da renda angariada pelos seus treinamentos para AJUDAR CRIANÇAS e famílias de baixa renda a partir da EDUCAÇÃO a se desenvolverem como indivíduos e assim se propiciarem a terem uma VIDA MAIS ABUNDANTE !

Sobre a Fórmula da Carvoaria Perfeita

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA  é a metodologia definitiva de produzir carvão vegetal de forma ECOLÓGICA.

A Fórmula da Carvoaria Perfeita é um treinamento avançado que objetiva treinar pessoas para se tornarem “Experts” em produção de carvão ecológico e se tornarem conhecedores da sabedoria da FÓRMULA DA CARVÃO.

Este  treinamento avançado é único no mundo. Apenas um grupo seleto de pessoas conhecem a fórmula e usufruem do poder da sua transformação.

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA tem transformado vidas e negócios e tem ajudado o segmento a mudar a imagem da produção de carvão vegetal.

Acesse  http://carvoariaperfeita.com e saiba mais.

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