secagem de madeira ao ar livre

Secagem de madeira ao ar livre em tora para produção de carvão ecológico (parte 2)

Keywords: secagem de madeira, produção de carvão vegetal, secagem de madeira ao ar livre, secagem de madeira ao ar livre, secagem de tora de madeira

Escrito por : Daniel Camara Barcellos email: danielbarcellos@live.com

ROTEIRO DO ARTIGO

Veja o que você vai aprender neste artigo épico, mas antes clique aqui para acessar a parte 1 deste artigo que apresenta fundamentos importantes para seu conhecimento.

  1. Fundamentos importantes sobre secagem de madeira ao ar livre.
  2. Relação cerne/alburno da tora de madeira e a sua secagem
  3. Densidade básica da madeira e sua secagem
  4. Diâmetro e frequência de poros da madeira e sua secagem.
  5. Diâmetro da tora de madeira e sua secagem.
  6. Comprimento da peça de madeira e sua secagem.
  7. Secagem com casca e sem casca na madeira
  8. Resinas e a influencia na secagem da madeira.
  9. O problema das gminospermas na secagem
  10. O efeito da temperatura ambiente na secagem de madeira
  11. O efeito da umidade relativa na secagem de madeira
  12. O efeito da chuva na secagem da madeira em toras
  13. O efeito da ventilação natural na secagem das toras de madeira.
  14. Umidade da madeira vs finos de carvão.
  15. Umidade da madeira vs rendimento gravimétrico do carvão
  16. Umidade da madeira vs ciclo de carbonização
  17. Umidade da madeira vs manutenção de fornos de carvão

Fundamentos iniciais  de secagem de madeira ao ar livre para produção de carvão ecológico

fundamentos de secagem

Este artigo épico tem o objetivo de apresentar o estado da arte da secagem de madeira ao ar livre para produção de carvão vegetal.

Alguns conceitos foram apresentado em outro artigo épico: Secagem de madeira natural para produção de carvão ecológico (parte 1).

Neste artigo vamos explorar as consequências de secar ou não ao madeira ao se produzir carvão ecológico.

Entender de secagem de madeira ao ar livre é essencial na cadeia produtiva do carvão.

A produção de carvão vegetal do futuro irá explorar cada vez mais a secagem de madeira ao ar livre e também a secagem artificial com o uso de estufas.

Mas como será o processo de secagem de madeira ao ar livre para a produção de carvão?

O que acontece com o carvão ecológico produzido com madeira seca e com madeira úmida?

Neste artigo você aprenderá que a secagem de madeira ao ar livre está ligada intimamente ao conceito de produção de carvão ecológico.

O processo de secagem é influenciado por uma série de fatores, tanto relacionados com o ambiente, como intrínsecos à própria madeira.

Para que você alcance o sucesso em um negócio de carvão ecológico, você precisa  conhecer como a madeira se comporta frente a secagem ao ar livre.

A secagem da madeira é uma das fases  mais importantes para a produção de carvão, proporcionando a redução da massa de  água presente na madeira que:

  • Diminui o custo com transporte (devido ao menor peso);
  • Aumenta o rendimento gravimétrico (gerando melhor conversão);
  • Reduz o tempo de carbonização (maior produtividade);
  • Reduz a geração de finos de carvão;
  • Reduz a emissão de gases poluentes;
  • Melhora o controle da poluição (quando fábrica de carvão ecológico).
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Fatores internos da madeira para sua secagem

Iremos agora discutir algumas propriedades da madeira que influencia de forma significativa na secagem de madeira ao ar livre

Iremos explorar neste artigo épico

1.      A relação cerne alburno da madeira

2.      A densidade básica da madeira

3.      Diâmetro e frequência de poros da madeira

4.      Diâmetro da tora de madeira

5.      Comprimento da tora de madeira

6.      Presença/ausência de casca na tora de madeira

7.      Presença de extrativos/resinas

8.      Gimnospermas vs angisopermas

Relação cerne/alburno e a influência na secagem de madeira ao ar livre

cerne e alburno e secagem da madeira

A água desloca-se mais rapidamente no alburno do que no cerne. O cerne da madeira está parcialmente bloqueado por extrativos.

O cerne é a parte mais interna e mais dura dos troncos de uma árvore.

Cerne são as camadas internas de uma árvore que aparecem quando cortadas transversalmente (geralmente de coloração mais escura) .

O cerne é designação dada à parte tronco que já não participa activamente na condução de água, assumindo uma função essencialmente de suporte mecânico da estrutura da planta.

Ocorre um aumento da relação C/A (cerne/alburno) à medida que se aumenta o diâmetro da tora de madeira.

Toras de madeira de menor diâmetro e obtidas nas partes superiores das árvores apresentam menor quantidade de cerne e maior de alburno pois apresentam maior proporção de madeira mais jovem, que ainda não sofreu o processo de cernificação.

Para produção de carvão, visando favorecer a secagem de madeira ao ar livre, devem-se buscar espécies ou clones que apresentem maior proporção de madeira de alburno em relação à madeira de cerne.

No alburno os vasos não estão obstruídos, facilitando o fluxo de gases e líquidos, favorecendo a saída de água da madeira.

Densidade básica e a influencia na secagem de madeira ao ar livre

Densidade básica e a influencia na secagem detoras de madeira natural

Geralmente menores densidades da madeira favorecem o processo de secagem de madeira ao ar livre.

A água da madeira  desloca-se e mais rapidamente em madeiras de baixa que de alta densidade.

A baixa densidade apresenta madeira com maior conteúdo de espaços vazios, representado pelos lumes dos vasos e fibras.

Na árvore viva, com uma menor densidade, provocará maior acúmulo de água no tronco, refletindo no elevado teor de água na árvore recém-colhida.

Mas, durante a secagem, a baixa  densidade associada à alta permeabilidade da madeira apresentará elevada taxa de saída de água, reduzindo o tempo de secagem.

Diâmetro e frequência dos poros e a influência na secagem de madeira ao ar livre

Diâmetro e frequência dos poros e a influência na secagem de madeira natural

A movimentação da água radial (acompanhando os anéis do tronco)  é mais rápida do que na direção tangencial (atravessando os anéis).

Considerando na secagem de madeira ao ar livre em tora, maiores frequências dos vasos associadas aos maiores diâmetros seriam interessantes, pois favoreceriam a movimentação da água, facilitando a saída de água da madeira.

Entre frequência e diâmetro, geralmente o diâmetro dos poros é mais importante do que a frequência.

Na prática é melhor ter poros “largos” pois são mais difíceis de serem obstruídos, do que poros estreitos

Geralmente alburno possui poros mais “largos” enquanto que no cerne poros mais “estreitos” em uma maior frequência.

Assim, devem-se selecionar espécies ou clones que apresentem maior proporção de madeira de alburno, mesmo esta região apresentando menor frequência de poros, pois, a permeabilidade à passagem de líquidos associada aos maiores diâmetros médios dos vasos favorecerem a saída de água da madeira, resultando em menores tempos de secagem.

Influência do diâmetro da peça na secagem de madeira ao ar livre

diâmetro da tora de madeira e sua secagem natural

Toras com maior diâmetro apresentarão maior quantidade de água ao longo de toda secagem da madeira natural.

Toras com diâmetros menores apresentarão menor quantidade de água ao longo de toda secagem natural.

Variação de diâmetro da tora de madeira implica em heterogeneidade de carga e problemas de controle de processo.

Assim, além da região e permeabilidade da madeira, o diâmetro das toras deve ser avaliado e a secagem ao ar livre de madeira em toras é influenciada pelo diâmetro da tora, que está relacionado à distância a ser percorrida  pelas moléculas de água do interior para a superfície da madeira.

Dessa forma, durante o empilhamento da madeira de eucalipto no campo para secagem ao ar livre, sugere-se a separação das toras por classe de diâmetro para obtenção de maior homogeinidade  dos teores de umidade e melhor planejamento florestal.

As toras de menor diâmetro que apresentam maior taxa de secagem e consequentemente demandam de menos tempo para atingir menores teores de umidade devem ser transportadas para as unidades de produção de carvão vegetal antecipadamente às toras de maior diâmetro, que necessitam de maior tempo de secagem para redução do teor de umidade.

Diâmetros menores favorecem a produção de carvão ecológico

Influencia do comprimento da peça na secagem de madeira ao ar livre

efeito do comprimento da tora de madeira na secagem

A movimentação longitudinal da água é em média de 10 a 30 vezes mais rápida do que a  movimentação lateral.

Quanto mais comprida a madeira mais complicada é a secagem de madeira ao ar livre.

A velocidade de secagem é em média 20 vezes mais rápida no sentido do comprimento da peça, isso significa que peças curtas secam muito mais rápido que peças compridas.

Quando a umidade chega na ponto de saturação das fibras o fator comprimento se torna mais evidente.

A difusão da água no sentido radial da tora abaixo do ponto de saturação das fibras é extremamente lento e o que predomina é a secagem no sentido longitudinal.

Quanto mais comprida a peça, mais tempo será necessário para peça secar isso implica em capital imobilizado no campo e/ou perda de rendimento e produtividade na fase de conversão da madeira em carvão.

velocidade de secagem na tora de madeira sentido das fibras

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Presença/ausência de casca  na secagem de madeira ao ar livre

casca de madeira e a secagem da tora

A presença da casca retarda a secagem das toras.

A dificuldade da secagem com a presença de casca se deve principalmente ao impedimento físico  que a casca oferece e a redução da área superficial.

A casca quando aderida ao lenho, afeta a saída de  água e consequentemente, a secagem de madeira ao ar livre.

A casca tem uma substância denominada suberina que aumenta a impermeabilidade de todo o conjunto  (lenho/casca) a água.

Considerando  um tempo constante de secagem em processos mecanizados entre 180 e 200 dias espera-se para eucalipto:

Umidade média final de 10-15 pontos percentuais acima para madeira com casca. Isso significa em termos relativo uma quantidade de água de 20-50% superior na madeira com casca considerando um mesmo tempo de secagem.

A casca de da espécie pinus é muito espessa e para secagem de madeira e produção de carvão ecológico é um grande dificultador.

Na maioria dos estudos científicos existe grande variação de resultados, motivado por inúmeras outras variáveis, no entanto percebe-se uma tendência média geral para os valores supracitados.

Uma opção para otimizar a secagem seria descascar a madeira, no entanto nem sempre este custo cobre o capital imobilizado e a perda de produtividade e rendimento em carvão vegetal.

Importante destacar que a presença de casca tende a ter maior influência na perda de água pela madeira nas primeiras  semanas de secagem.

A diferença no teor de umidade (entre madeira com casca e sem casca) torna-se menos acentuada,  transcorrido maior tempo de secagem, quando a umidade das toras aproxima-se de 30% (base seca).

A apresentação de resinas ou extrativos

resinas atrapalham a secagem da madeira natural

Espécies que possuem certos extrativos podem ter problemas sérios de secagem.

Um exemplo típico seria o pinus. a saída de resina da madeira costuma fechar os poros da madeira geralmente no topo (onde foi cortada) na sua secção transversal.

A resina ao se impregnar no secção transversal impede o fluxo de água no sentido das fibras (sentido longitudinal).

Como já foi explicado, o fluxo de água na madeira no sentido longitudinal é de 10-20 vezes mais rápido do que no transversal.

Quando secagem predomina no sentido transversal  o processo de secagem da madeira se torna muito lento.

Fique atento a apresentação de resinas e outros componentes da madeira que podem atrapalhar a secagem de madeira ao ar livre e artificial.

Caso não consiga contornar este problema recomenda-se ajustar o seu ciclo de secagem e utilizar de todos os recursos aqui apresentados neste artigo épico sobre secagem de madeira ao ar livre para produção de carvão ecológico.

Gimnosperma vs Angiosperma

pontoações areoladas em gimnospermas atrapalham a secagem de madeira natural

No Brasil predominam arvores do gênero Angiosperma. São arvores que tem uma estrutura anatômica mais complexa da madeira.

Podemos dizer que as angiospermas são estruturas de madeira mais evoluídas e são comuns nos países tropicais.

Um exemplo de espécie do gênero angiosperma é o eucalipto.

As gimnospermas são arvores mais comuns em climas temperados e possuem uma estrutura anatômica de madeira mais simples.

Um exemplo de  espécie do gênero gimnosperma é o pinus.

Existe um mecanismos nas gimnospermas que dificulta muitas vezes a secagem.

As gimnospermas possuem pontoações areoladas enquanto que as angiospermas apresentam pontoações simples.

As pontoações areoladas são as comunicações entre as fibras de madeira. Quando a secagem acontece muito rapidamente essa pontoação se fecha automaticamente e água agora não passa mais tão facilmente entre uma fibra e outra.

É como se colocássemos um tampão no ralo, e agora a água só migra de uma célula para outra pelo processo de difusão que aprendemos no artigo épico anterior.

O processo de difusão é muito lento e consome muita energia no processo de secagem de madeira.

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Fatores externos para secagem de madeira ao ar livre

Temperatura ambiente e a secagem ao ar livre de madeira

temperatura elevada acelera a secagem de madeira

A quantidade de energia do sol que chega a superfície terrestre em média é de: 290 Kcal/m2/dia. (1/4 da constante solar) .

Quando a insolação é indireta a quantidade de energia que chega ao solo é de 30-60% deste valor ou algo entre 86-174 Kcal/m2/dia.

Estes seriam valores a serem usados sob sombra ou nebulosidade.

Interessante buscar um atlas solarimétrico os valores da média solarimétrica do seu local de exploração florestal.

Abaixo apresentamos  dois exemplos de média solarimétrica anual

Petrolina no Pernambuco tem uma insolação anual média de 19,7MJ ( 4800 Kcal/m2/dia)

Porto Alegre no Rio Grande Sul tem uma insolação média de 15,00 MJ (3585 Kcal/m2/dia).

O albedo médio, que é capacidade média de absorção da madeira vai variar em função da cor da superfície da própria madeira.

Como exemplo, um corpo de cor preta terá absorção entre 85-95%¨.

Enquanto que um corpo de cor branca (como a neve) terá absorção de 5-10%

Madeira de cor mais clara absorvem menos energia do sol enquanto que madeira de cor escura absorve mais energia do sol.

Considerando que grande parte da madeira para carvão é produzida em regiões de caantinga, iremos usar valores de albedo comuns a “caatinga”.

Uma floresta quando cortada rapidamente perde a cor verde e ao secar adquire visual parecido ao da caatinga de cor “palha” ou seca.

O albedo de uma caatinga (cor palha) absorve  entre 10-15% da energia de insolação diária.

A titulo de ilustração, um pasto de cor verde intensa, absorve algo em torno de 20-30% da radiação solar.

Caso se formem pilhas de madeira é de se esperar uma absorção difusa nas peças de madeira que ficam sombreadas.

Os valores indiretos devem ficar abaixo de 30% da absorção do albedo.

Exercício de secagem de madeira ao ar livre

exercicio de secagem de madeira natural

Iremos agora realizar um exercício prático de secagem de madeira ao ar livre em que calculamos o tempo de secagem em um local com condições ideais de secagem e com algumas características específicas da madeira.

Considere agora as seguintes informações a seguir para seu estudo.

  • Tora de 3 m de comprimento
  • Diâmetro de 0,16 m ( 0,50 m perimetro)
  • Área superficial ( 1,50 m2)
  • Volume: 0,06 m3
  • Densidade: 500 kg/m3
  • Madeira em peso: 30 Kg
  • Percentual de água (Base seca): 120%
  • Quantidade de água: 36 Kg
  • Absorção de 12% (função do albedo)
  • Superfície exposta 40% (0,60 m2)
  • Secar de verde (120%) até UHE (16%)
  • Local: Rio grande do sul (4.800 Kcal/dia)

Resolução do exercício de secagem de madeira ao ar livre

Passo 1 – Calcular a energia para eliminar a água  até o ponto de saturação das fibras

Quantidade de energia para secar de 120% até 30% (Q1)

Q1 = 27 litros de água x 529 Kcal = 14283 Kcal

ATENÇÃO: A constante para remover a ÁGUA LIVRE é 529 Kcal/litro

Passo 2 – Calcular a energia para eliminar a água até o ponto de U.E (Umidade de Equilíbrio)

Passo 2 Quantidade de energia para secar de 30% até 16% (UEH) (Q2)

Q2 = 4,2 litros de água x 869 = 3650 Kcal

Quantidade de Energia QT = Q1+Q2 = = 14.283+3.650 = 17.933 Kcal

ATENÇÃO: A constante para remover a água adsorvida é 869 Kcal/litro

Passo 03 – Calcular a energia absorvida/dia na madeira na região.

QA = (4800 Kcal/m2/dia) x (1,5 m2 de superfície da tora) x (12% de energia solar absorvida pela tora) x (40% de superfície da tora exposta diretamente ao sol) X (33% de eficiência de secagem influenciada por todos os outros fatores)

Q A = 114 Kcal/dia

Passo 04 – Calcular quantos dias são necessários para secar a tora de madeira

Calcular os dias de sol necessário para secar a tora na U.E. (dias de exposição)

DE  = QT/QA = 17.933/114 =  157 dias.

Se tudo correr bem e as condições forem favoráveis será necessário 05 meses para esta madeira chegar na sua umidade de equilíbrio.

Mas sabemos que na vida prática que nem sempre as condições acima acontecem, temos efeito de microclima, temos efeito de época do ano, temos efeito de chuvas, dentre muitos outros.

Umidade relativa do ar na secagem da madeira ao ar livre

umidade do ar e a secagem natural de madeira

A umidade relativa no Brasil varia entre 20-100% função de região e da estação do ano.

Mas então o que podemos fazer?

Em termos de umidade não podemos alterar o macro clima, mas podemos alterar o microclima.

O microclima sera as condições ambientais no entorno da tora

As formas de melhorar o microclima (reduzir  a umidade  relativa no entorno das peças de madeira) seria:

  • Evitar a presença e densidade elevada de vegetação próximas ou abaixo das toras de madeira cortada. As toras devem estar em áreas “limpas”.
  • Evitar a formação de pilhas de madeira “altas”. As toras devem ficar o mais espalhada possível para receber o máximo de ventilação
  • Evitar formar pilhas de madeira em regiões não drenadas. As toras de madeira devem ficar em solos secos e de fácil escoamento de água
  • Tentar alinhar as toras no sentido do vento predominante, para que o ar atravesse as toras no sentido do seu comprimento.

toras de madeira empilhadas e o efeito na secagem

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Precipitação pluviométrica na secagem de madeira ao ar livre

chuva e secagem de madeira natural

Um pouco diferente da umidade , não podemos fazer muita coisa com a relação a influencia da precipitação nas toras.

Existindo chuva a madeira vai molhar e de uma certa forma irá atrapalhar o processo de secagem de madeira ao ar livre.

Toras com casca são bem mais problemáticas com relação precipitação pluviométrica.

A casca absorve muito mais facilmente a água (umidade) que a própria madeira.

Uma madeira sem casca quase não absorve água, pois a água escorre muito facilmente quando em contato com lenho.

Uma alternativa para minimizar o problema com o binômio casca-chuva seria descascar a madeira desde que a viabilidade econômica permita.

Outras alternativas seriam usar dos mesmos artifícios citados no capítulo referente a  umidade relativa para minimizar o microclima e diminuir assim o efeito da chuva na umidade da madeira.

Uma vez seca a madeira, uma alternativa seria levá-la para uma área coberta, ou cobri-la com algum material impermeável.

No entanto esta medida de cobrir a madeira em si é pouco efetiva perto das alternativas aqui apresentadas.

Ventilação e a secagem de madeira ao ar livre

efeito da ventilação na secagem de madeira natural

Toda dona de casa sabe que quando se está ventando as roupas no varal secam muito mais rápido (do que quando não está).

A ventilação natural muitas das vezes acaba sendo mais importante do que propriamente a temperatura.

A ventilação “remove” a camada superficial de água na madeira criando e favorecendo a difusão de água dentro da madeira.

A água sai da região mais úmida (centro da madeira) para a região mais seca da madeira (superfície externa)

Quanto maior o gradiente de umidade entre centro da peça e sua periferia mais rápida e a secagem natural da madeira.

Importante que as toras de madeira estejam em locais ventilados e que a forma como são arranjadas permita ventilação completa.

Com bom planejamento e bom senso no momento da colheita da madeira, resultados incríveis podem ser alcançados em termo de secagem de madeira natural.

Época do ano

secagem de tora de madeira natural em função da época do ano

A secagem ao ar livre é influenciada pela época do ano em que ocorre, devendo atentar-se para o clima da região onde a secagem da madeira está sendo realizada.

Geralmente a umidade de toras secando no verão atingi certo grau de estabilidade em um período mais curto do que  enquanto pilhas instaladas no inverno.

No verão brasileiro em média, os valores finais de umidade tendem a ser 8-10% menores relação ao inverno (desde que a pluviosidade não interfira significativamente).

Em regiões de verão chuvoso aliado a problemas de microclima o resultado pode ser o inverso do apresentado no parágrafo anterior.

Regiões frias e chuvosas geralmente trazem grandes problemas para a produção de carvão vegetal.

Baixas temperatura no inverno, aliado a umidade relativa elevada e chuvas de inverno trarão grandes problemas de secagem e consequentemente de produção de carvão ecológico.

Regiões secas de vegetação típica (cerrado e caatinga) favorecem em muito a produção de carvão vegetal, pois aliam elevada temperatura, baixa umidade relativa e baixa precipitação pluviométrica.

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Problemas da umidade da madeira na produção de carvão vegetal

Finos de carvão e umidade da madeira

água na mdeira e fendilhamento e finos do carvão

O PERCENTUAL DE FINOS EM MÉDIA AUMENTA EM 0,3% A CADA 1% DE UMIDADE DA MADEIRA.

produção de carvão com madeira úmida gera um carvão quebradiço, elevando o teor de finos (pó) durante o manuseio e transporte do carvão.

Madeira com umidade elevada na região central (no cerne) dará origem a carvão fendilhado, ocasionado pelo aumento da pressão de vapor no interior da tora de madeira.

O carvão fendilhado é menos resistente com maior predisposição à geração de finos.

As trincas e fissuras internas do carvão constituem-se em zonas de concentração de tensão.

As concentrações de tensão podem ser atribuídas à impermeabilidade do cerne da madeira.

Quando uma peça de madeira seca, o alburno seca rapidamente e a umidade do cerne é retirada com dificuldade devido à menor permeabilidade.

Nessas condições, a pressão de vapor dos gases aumenta no interior das fibras, podendo ocorrer ruptura celular das fibras com o desenvolvimento das trincas e geração elevada de finos de carvão.

As fissuras também reduzem a resistência mecânica do carvão vegetal deixando-o mais frágil.

Rendimento de carvão e umidade da madeira

rendimento gravimétrico do carvão e a umidade da madeira

O PERCENTUAL DE CARVÃO VEGETAL AUMENTA EM 0,40% A CADA 1% DE REMOÇÃO DE UMIDADE DA MADEIRA

Você pode usar esta matemática para realizar suas análises financeiras.

Imaginando uma ação sólida de trabalho de secagem de madeira considerando reduções de 20%  na umidade base seca (Exemplo: De 50% para 30%) você teria como resultado 8% a mais de carvão sem precisar alterar nada na fábrica de carvão ecológica.

Quanto custa 8% a mais de carvão? Isso depende do seu preço de venda, ma se o custo para secar for igual ou menor a este valor para as condições todas as ações devem ser tomadas pois você irá alem de fazer mais carvão:

  • Aumentar sua produtividade (reduzir o ciclo do seu carvão)
  • Diminuir o seu custo de manutenção dos fornos
  • Diminuir o seu custo de operação do controle de poluição.

Reinvestir todo dinheiro do ganho em carvão em secagem de madeira é justificável pelo ganho indireto que é bastante elevado e iremos apresentar os ganhos nos próximo capítulos.

Produtividade dos fornos e umidade da madeira

água na madeira e ciclo de carbonização

A PRODUTIVIDADE DOS FORNOS AUMENTA ENTRE 0,6-0,9% PARA CADA 1% DE REMOÇÃO DE UMIDADE DA MADEIRA (CONSIDERANDO CICLO DE 12 E 8 DIAS RESPECTIVAMENTE).

Após mensurar mais de 100 fornadas industriais (levantando todas as variáveis possíveis) foi possível traçar alguns valores médios interessantes na produtividade dos fornos de carvão industriais com relação a secagem de madeira ao ar livre.

Se você utilizar sistemas de resfriamento acelerado de carvão estes valores impactam ainda mais de forma significativa no seu ciclo produtivo e nos seus resultados.

O percentual de ganho apenas no tempo de carbonização da madeira será de 2% na produtividade para cada 1% de umidade removida da madeira.

Imaginando uma ação efetiva de secagem de redução de 20% na umidade base seca isso representaria um incremento de produtividade de 12,5%-18% (12 a 18 dias respectivamente)

Algo considerável, pois isso reduz o investimento total ou aumenta-se a produção total sem ampliar sua praça produtiva de carvão vegetal.

Manutenção de fornos e a umidade da madeira

manutenção de fornos e água na madeira

Existem dois elementos que deterioram o equipamento rapidamente, o primeiro é o calor da fase de carbonização e o segundo são as operações de carga e descarga (pancadas com máquinas).

Iremos considerar a deterioração do forno em 50% pela causa do calor.

Iremos considerar que a umidade acrescenta em tempo e calor a deterioração do fornos em 2% a cada 1% de umidade.

Se a deterioração é de 2% com um impacto efetivo no forno pela causa calor de 50% , teremos 50%x2%= 1%. A deterioração do forno para cada 1% de umidade será também de incremento de 1% de manutenção.

Por uma regra simples pode-se afirmar que o meu custo de manutenção aumenta proporcional a minha umidade da madeira na relação de 1%.

Imaginando uma ação efetiva de secagem de redução de 20% na umidade base seca isso representaria uma redução em 20% do custo efetivo de manutenção.

Destacamos que estes valores são uma estimativa para fornos de base de alvenaria.

A umidade atua de forma mais agressiva em fornos metálicos, então além do maior custo do metal, tem-se ainda um maior percentual de deterioração do equipamento (acima de 1%) para tecnologias que tem o aço carbono como estrutura de contenção da carbonização da madeira dos fornos.

Então fique atento a umidade da sua matéria-prima e ao nível de manutenção que o mesmo irá gerar no seu equipamento.

A manutenção de fornos  é uma variável que a maioria dos produtores de carvão vegetal se esquece e não contabiliza na amortização do seu investimento.

Conclusões

Entendo como funciona a lógica de secagem na produção de um carvão ecológico, as facilidades produtivas serão incríveis independente da tecnologia de produção de carvão vegetal escolhida.

Importante destacar que amadeira quando é seca ela atua em 04 vertentes muito claras e interessantes.

A primeira vertente é o rendimento

A segunda vertente é a produtividade

A terceira vertente é manutenção.

A quarta vertente é o controle de poluição.

Combinando estas 04 vertentes, o ganho da sinergia da cadeia produtiva “interna” poderá produzir de 1,5-2% de ganhos reais em produção de carvão ecológico para cada 1% de umidade extraída da madeira.

ganhos acumulados com secagem de madeira na produção de carvão

Seus ganhos podem ser surreais em produção de carvão ecológico se você souber utilizar de todas as ferramentas aqui apresentadas para secar naturalmente de forma efetiva a sua madeira.

Os ganhos em secagem atuam em todas as partes da cadeia produtiva do carvão vegetal

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Informações

Carvoaria Perfeita

Sobre o Autor

Daniel Camara Barcellos,é especialista em Energia de Biomassa e tenho estudado a melhor forma de AJUDAR PESSOAS  a projetarem e operarem unidades ecológicas de carvão vegetal.

Engenheiro Florestal formado na Universidade Federal de Viçosa com especialização em Fontes Alternativas de Energia e Mestrado e Doutorado em Energia de Biomassa.

NOS ÚLTIMOS 20 ANOS já ajudou inúmeras empresas e pessoas a desenvolverem e instalarem unidades ecológicas de carvão vegetal

A partir dos  RESULTADOS COMPROVADOS de unidades sustentáveis  tem como perspectiva de mudar a péssima imagem da produção de carvão vegetal e ter ajudar a alcançar as habilidades necessárias para produzir carvão ecológico

Destina 10% da renda angariada pelos seus treinamentos para AJUDAR CRIANÇAS e famílias de baixa renda a partir da EDUCAÇÃO a se desenvolverem como indivíduos e assim se propiciarem a terem uma VIDA MAIS ABUNDANTE !

Sobre a Fórmula da Carvoaria Perfeita

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA  é a metodologia definitiva de produzir carvão vegetal de forma ECOLÓGICA.

A Fórmula da Carvoaria Perfeita é um treinamento avançado que objetiva treinar pessoas para se tornarem “Experts” em produção de carvão ecológico e se tornarem conhecedores da sabedoria da FÓRMULA DA CARVÃO.

Este  treinamento avançado é único no mundo. Apenas um grupo seleto de pessoas conhecem a fórmula e usufruem do poder da sua transformação.

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA tem transformado vidas e negócios e tem ajudado o segmento a mudar a imagem da produção de carvão vegetal.

Acesse  http://carvoariaperfeita.com e saiba mais.

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secagem ao ar livre

Secagem de madeira natural para produção de carvão ecológico [Parte 1 – Com vídeo]

Palavras chaves: secagem de madeira, secagem de madeira natural, secagem de madeira ao ar livre, produção de carvão, umidade da madeira, carvão vegetal, carvão ecológico.

Escrito por: Daniel Camara Barcellos. email: daniel.barcellos@live.com

Roteiro do Artigo

O conceito de secagem de madeira natural

1.1 O conceito de secagem de madeira natural

Este artigo épico tem o objetivo de apresentar o estado da arte da secagem de madeira natural para produção de carvão vegetal.

Entender de secagem de madeira natural é essencial na cadeia produtiva do carvão.

A secagem de madeira pode ser definida a partir do equilíbrio de dois balanços:

  1. Balanço 1: O balanço dinâmico entre a transferência de calor da corrente de ar para a superfície da madeira e.
  2. Balanço 2: O balanço dinâmico da transferência de umidade da madeira para a corrente de ar.

A secagem da madeira é o processo de remoção de água, a fim de levá-la a uma umidade final pré-definida

A produção de carvão vegetal do futuro irá explorar cada vez mais a secagem de madeira natural e também a secagem artificial com o uso de estufas.

Mas como será o processo de secagem de madeira natural para a produção de carvão?

Neste artigo você aprenderá que a secagem de madeira natural está ligada intimamente ao conceito de produção de carvão ecológico.

O conceito de uma fábrica de carvão ecológico que envolve controlar em 100% da poluição dos fornos necessita de grande exploração da secagem de madeira natural.

A água da madeira é um excelente condutor térmico e um grande extrator de energia do processo de produção de carvão.

É impossível na lógica produtiva de uma fábrica de carvão ecológico utilizar lenha com elevados teores de umidade e você entenderá o porquê.

Iremos explorar conceitos chaves de secagem como temperatura e ventilação e iremos trazer exercícios chaves para que você possa exercitar.

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A secagem de madeira é um elo da fábrica de carvão vegetal do futuro

cadeia produtiva da madeira para carvão e secagem natural

Importante destacar que a secagem de madeira natural é apenas mais um elo de da macro cadeia produtiva do carvão vegetal.

O elo secagem da madeira é um dos mais importantes em produção de carvão vegetal.

A secagem da madeira é uma importante etapa no processo de carbonização e seu controle é decisivo no rendimento e na qualidade do carvão produzido.

O processo de secagem é influenciado por uma série de fatores, tanto relacionados com o ambiente, como intrínsecos à própria madeira.

Pode-se citar:

  • Espécie,
  • Umidade inicial,
  • Diferença de lenhos,
  • Densidade e espessura das peças.
  • Temperatura,
  • Umidade relativa,
  • Velocidade do ar e
  • Potencial de secagem

Para que você alcance o sucesso em um negócio de carvão vegetal, você precisa  conhecer como a madeira se comporta frente a secagem natural.

As sete condições determinantes para uma secagem de madeira natural focada na produção de carvão

Entendendo a lógica de secagem

Nós iremos explorar 07 condições determinantes de secagem natural focada na produção de carvão que você precisa conhecer:

  • A primeira condição determinante é saber quanto de água existe na madeira inicialmente e você vai se surpreender com os resultados.
  • A segunda condição determinante é conhecer a influencia do meio ambiente (insolação e ventilação) na secagem da madeira.
  • A terceira condição determinante é entender sobre os efeitos referentes as dimensões da madeira (diâmetro e umidade) .
  • A quarta condição determinante é como os sistemas de colheita afetam a secagem de madeira natural.
  • A quinta condição determinante é saber da aceitação dos limites de umidade da sua tecnologia de produção de carvão vegetal
  • A sexta condição determinante é como a umidade da madeira influencia no controle de poluição.
  • A sétima condição determinante é a aplicação do conhecimento adquirido das 06 condições para maximizar seus resultados e aumentar o seu faturamento.

Entender como a secagem de madeira natural afeta sua fábrica de carvão ecológico e muito importante.

Mais importante ainda é você interceder na secagem da madeira de forma precisa para maximizar os resultados da fábrica de carvão ecológico.

Fundamentos inicias na secagem de madeira natural

fundamentos na secagem de toras de madeira

Iremos explorar agora conceitos essenciais sobre produção de carvão vegetal então fique atento aos conceitos que serão descritos abaixo.

A secagem de madeira natural consiste em expor a madeira às condições do ambiente para que, pela ação dos ventos, umidade relativa e temperatura ambiente, seja eliminado o máximo da água existente no material.

Assim, a secagem natural de madeira é um método dependente das condições atmosféricas.

O processo de secagem ao ar livre é rápido no início, quando o material está perdendo água livre ficando mais lento com o passar do tempo.

produção de carvãoi e água. Marcha de carbonização

Para ilustrar, uma madeira pode ter sua umidade reduzida em mais de 50 pontos percentuais nas três semanas iniciais de secagem ao ar livre, reduzindo-se essa taxa nas semanas subsequentes

A tendência é que, com o tempo, o material atinja a umidade de equilíbrio, que é dependente da temperatura e da umidade relativa do local.

Geralmente a umidade de equilíbrio da madeira com o meio ambiente varia de 12-18% e acontece após vários meses de secagem.

Uma madeira recém cortada pode ter apenas 40-50% de umidade base seca como ter de 200-400% de umidade em base seca, função das suas características físicas e anatômicas.

O eucalipto que a principal madeira utilizada para produção de carvão tem em média entre 100-150% de umidade base seca quando recém abatida.

O pinus que a segunda espécie mais plantada no Brasil tem em média entre 200-300% de umidade base seca quando recém abatida.

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Umidade base seca e umidade base úmida

como calcular umidade na madeira

 

A umidade da madeira é definida como a quantidade percentual de água (em peso) em relação ao seu peso seco ou seu peso total.

Se a relação percentual for em relação ao peso total de uma peça temos  um resultado que expressa a “umidade base úmida”.

Se a relação percentual for da relação entre o peso de água e o peso seco de madeira teremos um resultado que expressa a umidade base seca.

Iremos explica num exemplo abaixo a diferença entre estas duas definições.

Exemplo de cálculo de umidade

Vamos ilustrar as diferenças  entre umidade base seca e umidade base úmida com um exemplo prático.

Cortamos uma peça de madeira de diâmetro de 15 cm e comprimento de 230 cm.

Esta peça foi pesada e obteve o peso de 135 kg.

Após a secagem completa desta peça o peso seco (absolutamente)  foi de 52 kg.

Uma peça de madeira a um temperatura de 100 graus demora alguns dias para secar, o tempo depende de variáveis.

A técnica utilizada e manter a temperatura e ventilação até que a peça ternha peso constante ou não perca mais água.

Calculando  a umidade base úmida

Umidade base úmida = (Peso da água/Peso total)*100, sendo que o peso da água é o peso total – peso seco

Logo teremo s(135-52)/135)*100 = 61,14%

Quando os valores são superiores a 50% na umidade base úmida significa dizer que existe mais água do que propriamente madeira.

Calculando a umidade base úmida

Umidade base seca = (Peso de água/Peso seco)*100. sendo que o peso da água é o peso total – peso seco

Logo teremos (135-52)/52 = 159,61%

Durante todo artigo iremos sempre falar de base seca. Quando o valor for superior a 100% significa que existe mais água do que madeira.

IMPORTANTE: Sempre que alguém lhe apresentar ou mencionar umidade você deve perguntar UMIDADE BASE SECA OU BASE ÚMIDA?

Uma das maiores fontes de ERROS DE COMUNICAÇÃO no setor de produção de carvão vegetal e estabelecer relações com uma base de cálculo diferente. 

A importância da secagem de madeira para a produção de carvão vegetal

03 fundamentos importantes na secagem de toras de madeira em capo

A secagem da madeira é uma das fases  mais importantes para a produção de carvão.

A presença de água na madeira implica em uma redução do poder calorífico, em função da alta energia para aquecer e evaporar a umidade da madeira.

Uma madeira úmida influencia fortemente o controle do processo, como a temperatura e a velocidade de aquecimento, havendo necessidade de constantes reajustes no sistema.

Para a produção de carvão vegetal, a secagem da madeira consiste no empilhamento das toras no campo, próximo ao local de colheita, geralmente nas bordas dos talhões, próximo a estrada de saída .

A saída de água da madeira ocorre de forma natural, em função das condições ambientais locais de  temperatura, umidade relativa e circulação de ar.

A secagem ao ar livre, o teor de umidade da madeira é bastante variável, devido à  posição na pilha e diâmetro das toras.

Este método de secagem apresenta:

  • Baixo custo
  • Necessidade de grandes áreas
  • Longo período de tempo para atingir  teores de umidade ideais.

Valores da ordem de 30 a 40% de umidade da madeira são aceitos como adequados para conversão em carvão (sistema tradicional).

Para a produção de carvão ecológico a recomendação é abaixo de 25%.

A premissa e nossa orientação para produção de carvão vegetal seja ele ecológico ou não é que quanto mais seco melhor.

As 06 grandes vantagens de secar a madeira para produção de carvão ecológico

vantagens na secagem de toras de madeira para produção de carvão ecológico

A secagem da madeira de eucalipto é uma das fases  mais importantes para a produção de carvão, proporcionando a redução da massa de  água presente na madeira que:

  • Diminuindo o custo com transporte (devido ao menor peso);
  • Aumento do rendimento gravimétrico (gerando melhor conversão);
  • Redução no tempo de carbonização (maior produtividade);
  • Redução da geração de finos de carvão;
  • Redução na emissão de gases poluentes;
  • Melhoria no controle da poluição (quando fábrica de carvão ecológico);

A secagem de madeira é um dos grandes segredos para o sucesso em produção de carvão e mais ainda quando falamos de fábrica de carvão ecológico.

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Produzir carvão é produzir água na forma de vapor

produzir carvão ecológico é produzir água

Grande parte da produção de carvão ocorre  partir de uma madeira com 40% de umidade média (umidade base seca).

O rendimento médio do processo de produção de carvão é de 33% (relação peso seco de carvão sobre peso seco de madeira).

Considerando as afirmativas acima, geralmente o principal produto extraído no processo de produção de carvão vegetal é água e não carvão.

Para cada tonelada de carvão, produzimos aproximadamente 1,2 toneladas de água ou 1.200 litros (água livre que iremos explicar adiante).

Uma unidade pequena de produção de carvão que faz 100 toneladas por mês de carvão produz 100.000 litros/mês de água.

Uma grande unidade de produção de carvão que faz 5.000 toneladas por mês produz 5.000.000 litros/mês.Um pequeno rio com vazão  115 litros/segundo de água.

Se formos considerar os gases condensáveis (Líquidos de constituição da madeira  como  licor pirolenhoso + alcatrão ) os valores acima mencionados dobram.

Uma tonelada de carvão geralmente produz mais de 2,5 toneladas de água ou 2500 litros de líquidos..

Então conhecer os processos com água são fundamentais para o sucesso em produção de carvão vegetal.

Principais conceitos problemas e variáveis da secagem de madeira natural para produção de carvão ecológico

triângulo da secagem de madeira natural para produção de carvão ecológico

Grandes empresas produtoras de carvão vegetal relatam que a umidade média da madeira de eucalipto seca ao ar livre varia de 30 a 60% no momento de carregamento  dos fornos de carbonização.

No entanto, este valor consiste de  uma média para toras com dimensões diamétricas variáveis.

Destacamos que o clima não é controlado, mas outras variáveis podem ser controladas para usufruir das condições “gratuitas” do clima (temperatura, insolação umidade e ventilação)

Conhecendo a influência das características da madeira então usaremos de alterações técnicas de processo para a condução da secagem natural, otimizando o tempo de permanência no campo.

As propriedades da madeira que vamos abordar são:

  • Relação cerne/alburno.
  • Densidade básica.
  • Diâmetro e frequência dos poros .
  • Permeabilidade na secagem natural de toras.
  • Influência do diâmetro da peça.
  • Influencia do comprimento da peça.
  • Presença/ausência de casca.

Mas antes de explorarmos as propriedades da madeira vamos explorar alguns conceitos com relação a água e secagem da madeira.

Os 03 tipos de água da madeira

água na mdeira tipos

Existem três tipos de água na madeira:

  • Água livre ou de capilaridade;
  • Água de adesão ou de impregnação;
  • Água de constituição ou química.

Água livre na madeira

água na madeira em toras

 

A água livre ou de capilaridade é a água que ocupa as cavidades das células e espaços intercelulares.

A água livre provoca a redução de peso na madeira, ocorrendo quando a madeira se encontra teores de umidade entre o ponto de saturação das fibras (PSF) que é em média de 28%,  e o máximo teor de umidade.

O ponto de saturação das fibras (PSF) refere-se a um ponto de umidade que, normalmente, varia de 25% a 35%.

Abaixo do ponto de saturação das fibras, uma maior energia é necessária para remover a água existente.

Abaixo do ponto de saturação das fibras a ligação da água com a madeira é mantida por ligações mais fortes e a atração entre elas tem de ser vencida.

A água de adesão da madeira

a ´pagua de adesão na madeira

A água de adesão começa quando a umidade da madeira alcança o ponto de saturação das fibras (PSF) que é muito importante na secagem da madeira.

Abaixo do ponto de saturação das fibras até a completa secagem das fibras, mudanças significativas ocorrem nas propriedades da madeira.

Abaixo do ponto de saturação das fibras, uma maior energia é necessária para remover a água existente.

Á água fica mais fortemente aderida a parede da célula abaixo do ponto de saturação das fibras da madeira

Logo que a árvore é abatida no processo de colheita, a madeira perde facilmente sua água livre por evaporação, sem que sofra qualquer contração.

Após a saída da água livre, a madeira vai perdendo mais lentamente a água de adesão.

A perda da água de adesão acontece até que a umidade da madeira entre em equilíbrio com condições externas de umidade relativa do ar e temperatura

Este equilíbrio é chamado de umidade de equilíbrio (U.E.) da madeira e varia de 12-18% em função das condições climáticas do local.

Neste ponto (U.E.) que a madeira não perde nem retém água do ambiente.

No entanto ainda existe água de adesão na madeira, mas agora ela só irá sair através de intervenção não natural.

A intervenção agora precisa ser forçada e:

  • Pode ser o próprio processo de produção de carvão vegetal ou;
  • um sistema de secagem que leve a umidade da umidade de equilíbrio até a umidade absolutamente seca, ou seja com zero porcento (0%).

A água de adesão refere-se à água contida nas paredes celulares sendo retida pela madeira em uma relação mais forte que a água livre.

A água de adesão, por ser mantida por ligações mais fortes, portanto, só é removida da madeira após a eliminação da água livre (ligações mais fracas).

A água de constituição da madeira

A água de constituição é aquela que se encontra quimicamente combinada com as substâncias orgânicas da parede celular.

A água de constituição faz parte da madeira, está literalmente “dentro da madeira”.

A ligação é tão íntima que só é interrompida com a alteração completa da composição química da madeira ou o rompimento da parede celular.

Trata-se da água que faz parte da constituição química da própria madeira.

Esta água é removida abaixo da umidade absolutamente seca (do ponto de 0%)

A partir do 0% de umidade ocorre degradação da madeira liberando vários produtos inclusive a água (de constituição).

Essa degradação, no caso da produção de carvão, acontece por elevação da temperatura.

A temperatura começa a deteriorar a madeira acima de 180 graus celsius produzindo gases e vapores contendo líquidos.

Destacamos que 33% dos gases e vapores da produção de carvão podem ser convertidos em líquidos.

Além da umidade absolutamente seca (0%) temos recombinação que geram mais 33% de líquidos considerando o peso seco da madeira.

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Como a água se movimenta na madeira

movimentação da água nas toras de madeira

A movimentação de água na madeira está diretamente envolvida com o processo de secagem.

A água da madeira, geralmente, se movimenta a partir da interação das 03 zonas:

  • Da zona de alta umidade para zona de baixa umidade.
  • Da zona de menor temperatura para a de maior temperatura.
  • Da zona menos exposta a ventilação para a de maior exposição a ventilação.
  • Da zona de maior pressão para a de menor pressão

O movimento de água, seja qual for o tipo, ocorre praticamente em qualquer direção, tanto no sentido longitudinal como no sentido transversal.

A água livre movimenta-se de forma relativamente simples de ser compreendida quanto aos aspectos físicos e matemáticos.

A água livre da madeira se move como uma água em um cano, de forma fluida.

A movimentação da água de adesão e a do vapor d’água, que ocorrem por difusão, que é um processo mais lento, no qual ocorrem, simultaneamente:

  • A difusão de vapor através das cavidades celulares.
  • A difusão de água adsorvida nas paredes celulares da madeira.

Movimento da água livre na madeira

obstáculos para uma secagem natural em toras de madeira

O movimento da água livre ou capilar é o movimento de umidade acima do ponto de saturação das fibras, baseado na ação de forças capilares.

A água move-se no estado líquido através das cavidades celulares presentes na madeira do interior para a superfície, por meio diferenças de tensão de capilaridade.

Fatores que DIFICULTAM o movimento de água livre:

  • Membranas das pontoações obstruídas, incrustadas ou aspiradas. É como um cano de água “entupido” e com conexões entupidas
  • Comprimento da peça de madeira. Maior distância e tempo necessário ao escoamento da água na madeira necessitando de mais energia.
  • A temperatura baixa da madeira diminui a viscosidade da água e deixa o processo de transporte da água mais lento.
  • A existência de bolhas de ar no interior das células atrapalha o fluxo pois cortam a fluidez da água no sistema.
  • O tamanho das pontoações reduzido (pequenos diâmetros) dificultam o movimento de água livre.

Movimento da água de adesão na madeira

difusão princípio

O fenômeno da difusão de água na madeira ocorre abaixo do ponto de saturação das fibras (PSF).

Difusão consiste na passagem das moléculas do soluto, do local de maior para o local de menor concentração, até estabelecer um equilíbrio.

A difusão é um processo lento, exceto quando o gradiente de concentração for muito elevado ou as distâncias percorridas forem curtas.

A difusão consiste da passagem de substâncias, através da membrana, se dá em resposta ao gradiente de concentração.

A difusão e envolve o movimento de vapor d’água nas cavidades celulares, pontoações, placas de perfuração, espaços intercelulares.

O fluxo por difusão na madeira é considerado um fluxo variável no espaço e no tempo.

Em madeiras pouco permeáveis, nas quais o fluxo capilar é dificultado, a secagem ocorre predominantemente por difusão.

No movimento de vapor d’água, as moléculas movimentam-se de forma desorganizada em todas as direções.

Esse gradiente de umidade entre as paredes mais externas e internas das células se desenvolve à medida que a umidade começa a evaporar das paredes das células próximas à superfície da peça, absorvendo estas últimas a umidade das paredes mais úmidas, resultando num fluxo de água das células internas da madeira para as externas.

A água adsorvida evapora devido a um gradiente de umidade, atravessa as cavidades celulares por gradiente de pressão de vapor, condensa-se para atravessar a parede, até o momento em que atinge a superfície da madeira.

Difusão de vapor vs difusão de água na madeira

A difusão da ÁGUA adsorvida é um processo sensivelmente mais lento que o processo de difusão de VAPOR.

A difusão de vapor de água é de 10 a 1.000 vezes maior que a difusão da água adsorvida.

Em secagem de madeira natural pode-se desprezar  a difusão de vapor, mas deve-se ser considerada em secagem artificial de madeira.

Iremos explicar agora como acontece os processos de difusão na madeira.

Mecanismo combinado difusão de vapor e difusão de água na madeira

difusão de água e vapor na madeira

Ao ser deslocada desde o centro da madeira até a superfície, grande parte dessa umidade passa através das paredes celulares por difusão, que evapora dentro das cavidades celulares e passa, por sua vez, através do lume, pelo mecanismo de difusão de vapor.

Na continuidade da sua migração para a sua superfície, a água no estado de vapor nos lumes é adsorvida por outra parede celular, passando através dela por difusão de água adsorvida e assim sucessivamente, até atingir a superfície da peça.

De forma simples seria assim o processo:  Difusão vapor (atravessa o lume), difusão água (atravessa a parede), difusão vapor (atravessa outro lume), difusão água (atravessa outra parede.)

Esse ciclo se repete até a água chegar na superfície da madeira e ser evaporada para o ambiente.

A difusão transversal aumenta com a umidade da madeira em qualquer temperatura.

Na prática (em produção de carvão vegetal), a difusão transversal será muito bom na primeira fase da secagem (árvores recém abatidas)

A difusão longitudinal diminui com o aumento da umidade em todas as temperaturas .

Na prática a difusão longitudinal será importante na fase final da secagem natural.

A difusão na madeira aumenta de forma exponencial em relação à umidade até o ponto de saturação das fibras (28%), sendo, acima deste ponto, praticamente constante.

A difusão aumenta também com o acréscimo da temperatura, sendo mais pronunciada entre 5% e 10% de umidade.

A grande influencia das pontoações acontece na água livre (obstrui e desacelera)o processo de transporte.

A densidade da madeira elevada em condições de umidades muito baixas, reduz a difusão pois a espessura das paredes da célula tende a ser maior.

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Entendendo o fenômeno de secagem da madeira natural

slide21

A madeira é um material higroscópico e mantém relações dinâmicas com a umidade do ambiente.

Em função da umidade da madeira e da umidade relativa do ambiente, ela pode ceder ou reter água do meio.

O processo de secagem está diretamente envolvido com a movimentação de umidade na madeira.

Durante a secagem, é necessário o fornecimento de calor, de forma natural ou artificial.

O calor permite evaporar a umidade da madeira.

Importante um meio (que absorva essa umidade) para remover o vapor d’água formado na superfície da madeira a ser seca.

O processo de fornecimento de calor para o material úmido promoverá a evaporação da água do material e a transferência de massa arrastará o vapor formado.

Na secagem, primeiramente ,ocorre a evaporação da água próximo à superfície, criando uma atração capilar da água livre nas cavidades celulares.

Em função de um gradiente de umidade, a água no interior da madeira movimenta-se das zonas de alta umidade para as de menor umidade.

O ar exterior circula sobre a madeira úmida, seca sua superfície e, assim, a umidade move-se a partir do interior da madeira.

Entendendo sobre a velocidade da secagem de madeira natural

secagem de toras de madeira

A secagem de madeira natural ou ao ar livre consiste em expor a madeira à ação dos fatores climáticos de um determinado local.

A  secagem de madeira ao ar livre é um método que exige um investimento relativamente baixo e longo tempo de secagem.

Fatores que afetam a velocidade de secagem da madeira natural.

  • Umidade relativa do ar,
  • Temperatura,
  • Velocidade e direção dos ventos predominantes,
  • Localização do pátio de secagem,
  • Modo de empilhamento da madeira,
  • Distância entre o solo e a madeira,
  • Inclinação do terreno,
  • Presença de vegetação ou barreiras
  • Drenagem do local

Por se tratar de um processo limitado às variações climáticas do local, seu controle é dificultado.

A  secagem ao ar livre é mais ativa nas épocas do ano em que a temperatura é mais elevada e a umidade relativa do ar mais baixa.

A eficiência e velocidade dependem ainda da circulação do vento no interior e entre as pilhas de madeira.

O processo é bastante rápido no início, quando a madeira apresenta umidade elevada.

Uma madeira pode ter sua umidade reduzida em mais de 50% nas três semanas iniciais de secagem ao ar livre, reduzindo-se a taxa de secagem nas semanas subsequentes.

Quando a umidade da madeira aproxima-se da umidade de equilíbrio, dependendo da temperatura e da umidade relativa do ambiente, a secagem ao ar livre pode se tornar bastante lenta.

Conclusões

Neste artigo épico apresentamos os principias conceitos de secagem de madeira natural.

Em outros artigos iremos explorar os impactos da secagem da madeira na produção de carvão vegetal.

Como DICA FINAL , eu acredito que grande parte do desenvolvimento de uma fábrica de carvão ecológico acontecerá na área de secagem de madeira.

Iremos ter grandes avanços quando falarmos de secagem de madeira natural e secagem artificial da madeira.

A fábrica de carvão ecológico do futuro terá como premissa um material seco e produzir carvão será na sua primeira fase, secar de forma rápida e com qualidade a madeira que irá se transformar em carvão vegetal.

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Informações

Sobre o Autor

Carvoaria Perfeita

Daniel Camara Barcellos,é especialista em Energia de Biomassa e tenho estudado a melhor forma de AJUDAR PESSOAS  a projetarem e operarem unidades ecológicas de carvão vegetal.

Engenheiro Florestal formado na Universidade Federal de Viçosa com especialização em Fontes Alternativas de Energia e Mestrado e Doutorado em Energia de Biomassa.

NOS ÚLTIMOS 20 ANOS já ajudou inúmeras empresas e pessoas a desenvolverem e instalarem unidades ecológicas de carvão vegetal

A partir dos  RESULTADOS COMPROVADOS de unidades sustentáveis  tem como perspectiva de mudar a péssima imagem da produção de carvão vegetal e ter ajudar a alcançar as habilidades necessárias para produzir carvão ecológico

Destina 10% da renda angariada pelos seus treinamentos para AJUDAR CRIANÇAS e famílias de baixa renda a partir da EDUCAÇÃO a se desenvolverem como indivíduos e assim se propiciarem a terem uma VIDA MAIS ABUNDANTE !

Sobre a Fórmula da Carvoaria Perfeita

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA  é a metodologia definitiva de produzir carvão vegetal de forma ECOLÓGICA.

A Fórmula da Carvoaria Perfeita é um treinamento avançado que objetiva treinar pessoas para se tornarem “Experts” em produção de carvão ecológico e se tornarem conhecedores da sabedoria da FÓRMULA DA CARVÃO.

Este  treinamento avançado é único no mundo. Apenas um grupo seleto de pessoas conhecem a fórmula e usufruem do poder da sua transformação.

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA tem transformado vidas e negócios e tem ajudado o segmento a mudar a imagem da produção de carvão vegetal.

Acesse  http://carvoariaperfeita.com e saiba mais.

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Como Fazer Carvão Vegetal: As 15 Chaves sobre carbonização (Parte 1)

“Definição: O carvão vegetal é um produto da carbonização da madeira.” Você aprenderá aqui como fazer carvão vegetal.

Como Fazer Carvão Vegetal – Princípios essenciais para entender sobre carbonização

Escrito por: Daniel Camara Barcellos contato: mailto:daniel.barcellos@live.com

carvao-vegetal-1

Neste artigo épico sobre carvão vegetal você vai aprender

  1. O que é carvão vegetal e carbonização
  2. A madeira para produzir carvão – fatores de influência
  3. A densidade básica da madeira para produzir carvão
  4. Umidade da madeira – Fundamentos que influenciam a produção de carvão vegetal
  5. Tamanho das peças – diâmetro e comprimento da madeira e sua influencia na produção de carvão
  6. Componentes químicos principais da madeira (celulose, hemiceluloses e lignina)

Introdução – Definição de carvão vegetal

Vídeo sobre este tópico
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O carvão é um material sólido, poroso, de fácil combustão e capaz de gerar grandes quantidades de calor.

Pode ser produzido por processo artificial, pela queima de madeira, como o carvão vegetal, ou…carvão mineral e carvão vegetal

Originar-se de um longo processo natural, denominado encarbonização.

A encarbonização é o processo  pelo quais substâncias orgânicas, principalmente vegetais, são submetidas à ação da temperatura terrestre durante cerca de 300 milhões de anos e transformam-se em carvão mineral.

Em função da natureza desses processos, o carvão vegetal é também chamado de artificial, e o carvão mineral, de natural.

Definindo carbonização

A carbonização é um processo conhecido há pelo menos 10.000 anos, porém este processo evoluiu muito pouco.

A carbonização pode ser definida como o processo cujo objetivo é aumentar o teor de carbono fixo na madeira por meio de tratamento térmico.

Para que isso aconteça, é necessária a ocorrência de vários processos, tanto físicos como químicos para ter sucesso em como fazer carvão vegetal

O processo de carbonização pode ser entendido ao se estudar o comportamento dos três principais componentes da madeira:

  • A celulose,
  • As hemiceluloses e
  • A lignina.

Compreendendo o comportamento desses componentes, é possível compreender como se realiza a carbonização.

O que é obtido na carbonização da madeira

Durante o processo de carbonização da madeira, o carvão é apenas uma fração dos produtos que podem ser obtidos.

Caso sejam utilizados sistemas apropriados para a coleta, também podem ser aproveitados:

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Parâmetros da Matéria-Prima para Produção de Carvão

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O que é carvão vegetal e carbonização A madeira para produzir carvão - fatores de influência A densidade básica da madeira para produzir carvão Umidade da madeira – Fundamentos que influenciam a produção de carvão vegetal Tamanho das peças – diâmetro e comprimento da madeira e sua influencia na produção de carvão Componentes químicos principais da madeira (celulose, hemiceluloses e lignina)

Sendo a madeira a matéria-prima para a produção de carvão, precisamos conhecê-la em mais detalhes, para entendermos mais claramente o processo de produção de carvão.

A qualidade do produto madeira varia naturalmente entre:

  1. Entre espécies
  2. Entre árvores de uma mesma espécie
  3. Dentro de uma mesma árvore
  4. Idade da árvore

Logo o produto carvão gerado sofrerá variação conforme a sua matéria prima.

Atrativos da madeira para a produção de carvão

A utilização da madeira oferece certos atrativos tecnológicos.

  1. São isentos de S (enxofre) e isso é vantajoso na metalurgia e ecologia.
  2. O carbono produzido em florestas não interfere no equilíbrio da Terra.
    • As florestas consomem CO2, mas também o desprendem ao queimar-se ou degradar-se.
    • Além do mais as florestas desprendem O2.
  3. O carbono produzido nas florestas é perpetuamente renovável, enquanto exista vida no planeta terra.
  4. As florestas geram carbono e o armazenam ao mesmo tempo.
    • De modo que não é necessário dispor de depósitos adicionais para o produto como acontece na maior parte dos processos de fabricação de outros combustíveis.
  5. Como desvantagens das florestas como fonte de energia pode-se citar:
    • a necessidade de grandes quantidades de terra e água que…
    • vencer grandes obstáculos não técnicos (políticos, administrativos, etc.)

O Brasil é um país privilegiado neste contexto, pois possui grande extensão territorial e intensa insolação.

Os parâmetros mais importantes da madeira para produção de carvão são:

  • a densidade,
  • a umidade,
  • o tamanho das peças, e
  • a composição química.
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 A densidade básica da madeira influenciando a produção de carvão vegetal

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Podemos conceituar a densidade como quantidade de massa, expressa em peso, contida na unidade de volume.

Em se tratando de madeira, a densidade pode ser:

  • absoluta, expressa em g/cm3 ou Kg/m3,
  • ou relativa, quando comparada com a densidade absoluta da água destilada, insenta de ar, à temperatura de 3,98oC, com densidade de 1,0 g/cm3.

QUADRO 1- Classificação da densidade da madeira de acordo com o FOREST PRODUCTS LABORATORY (1974).

Intervalos de densidade (g/cm3) Tipo de madeira
– a 0,20 extremamente leve
0,20 a 0,25 excessivamente leve
0,25 a 0,30 muito leve
0,30 a 0,36 leve
0,36 a 0,42 moderadamente leve
0,42 a 0,50 moderadamente pesada
0,50 a 0,60 pesada
0,60 a 0,72 muito pesada
0,72 a 0,86 excessivamente pesada
0,86 em diante extremamente pesada

A madeira é um material poroso e o valor numérico da densidade depende da inclusão ou não do volume de poros.

Se a determinação do volume incluir o volume dos poros, obter-se-à, a densidade aparente;

Se a determinação do volume não incluir o volume dos poros, obtêm-se a densidade real ou verdadeira, o que corresponde à densidade da parede celular, cujo valor é igual a 1,53 g/cm3, independente da espécie.

A densidade da madeira e o carvão vegetal

A densidade da madeira é um dos índices mais importantes a ser considerado dentre as diversas propriedades físicas da madeira, pois além de afetar as demais propriedades interfere de forma significativa na qualidade de seus derivados, principalmente o carvão vegetal.

A densidade da madeira, bem como as demais propriedades, varia de uma espécie para outra, dentro da mesma espécie e na direção radial e axial de uma mesma árvore.

As variações da densidade são resultantes das diferentes espessuras da parede celular, das dimensões das células, das inter-relações entre esses dois fatores e da quantidade de componentes extratáveis presentes por unidade de volume.

Conhecer a densidade é importante em como fazer carvão vegetal

Outros fatores além da densidade que devem ser considerados para produzir carvão vegetal

A densidade, porém não deve ser considerada como um índice isolado de qualidade da madeira.

A composição química e as características anatômicas são fatores que devem ser também considerados

Na produção de carvão vegetal, a densidade deve ser encarada sob vários aspectos, sendo que várias considerações podem ser feitas em torno dela.

A densidade da madeira afeta a capacidade de produção de carvoaria, porque para um determinado volume de forno a utilização de madeira mais densa resulta em maior produção em peso.

Além disso, madeira mais densa produz carvão com densidade mais elevada, com vantagens para alguns de seus usos.

Algumas correlações entre a densidade de madeira e outros parâmetros anatômicos e químicos para produção de carvão, são importantes e destacamos o seguintes:

  • À medida que se aumentam os teores de lignina e de extrativos aumenta-se proporcionalmente a densidade.
  • Madeiras mais porosas produzem carvão de maior porosidade e madeiras mais densas produzem carvão mais denso.

Estas correlações são importantes, pois ajudam a selecionar a madeira e tomar os devidos cuidados no manejo da madeira a ser utilizada para produzir carvão e como fazer carvão vegetal.

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Teor de umidade da madeira na produção de carvão vegetal

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pilha de madeira e carvão vegetal

Qualquer material lenhoso recém-abatido apresenta uma quantidade considerável de água, a qual, para a maioria dos casos de utilização, deve ser em parte removida.

A umidade existente na madeira de uma árvore recém-abatida atinge valores bastante elevados quando se analisa a massa.

O peso de água pode variar de 50% do peso totalmente seco até 300% do peso seco.

Isto é incrível pois muitas das vezes a árvore ao ser abatida ela vai ter mais água do que madeira seca propriamente.

Água Livre da Madeira

Quando a madeira de uma árvore recém-abatida é exposta ao meio ambiente, inicialmente evapora-se a água localizada nos vasos, nos canais e no lúmem das células, que é denominada água de capilaridade ou água livre.

Água de Adesão da Madeira

Permanece na madeira toda água localizada no interior das paredes celulares que é chamada água de adesão, e a umidade correspondente a este estado é denominada umidade de saturação das fibras.

Quando este tipo de umidade é removida a madeira sofre alterações em suas propriedades.

Por outro lado, quando a madeira, previamente seca a 0% de umidade, é exposta ao meio ambiente, ela absorve a água que está dispersa no ar em forma de vapor.

A água adsorvida corresponde à água de adesão e o teor de umidade final alcançado pela madeira, que depende das condições do meio a da espécie vegetal considerada, é denominado umidade de equilíbrio com o ambiente.

Água de Constituição da Madeira

Existe ainda um outro tipo de água na madeira é a chamada água de constituição, ela se encontra quimicamente combinada com as substâncias da parede celular, ou seja, é a água que faz parte da “substancia química da madeira”.

A água de constituição não é realmente água até que o material celulósico seja aquecido em condições drásticas, onde degradações térmicas ocorram, resultando na quebra de grupos hidroxílicos para formar água.

A água de constituição participa da natureza orgânica da parede celular e não é removida durante a secagem, porque faz parte da madeira.

Para retirá-la é necessário quebrar a estrutura da madeira ou carbonizá-la.

A água de constituição não desempenha papel importante na inter-relação entre a substância madeira e a água de sorção, não influenciando nas propriedades físicas e mecânicas da madeira.

Conhecer os tipos de água é dos fatores chaves em conhecer em como fazer carvão vegetal

A umidade da madeira e o processo de carbonização

A umidade da madeira é um fator importante e deve ser muito bem observado no processo de carbonização da madeira.

A madeira antes de ser carbonizada precisa sofrer secagem. O processo de secagem consome muita energia, que é fornecida por parte da queima da lenha dentro do forno, ou da câmara de combustão externa, a depender do modelo do forno.

Quanto mais úmida a madeira maior será a energia necessária para secá-la.

A presença de água na madeira representa redução do poder calorífico, em razão da energia necessária para evaporá-la.

O  teor de umidade sendo muito variável, pode tornar difícil o controle do processo de combustão, havendo necessidade de constantes reajustes no sistema.

A  fabricação de carvão com madeira úmida, origina um carvão friável e quebradiço, provocando a elevação do teor de fino durante o manuseio e transporte e aconselha carbonizar a madeira com umidade, base seca, abaixo de 28%.

Teores de umidade elevados, principalmente na região central da madeira, cerne, inevitavelmente provocará fendilhamento no carvão vegetal, predispondo a maior geração de finos, fato ocasionado pelo aumento da pressão de vapor por ocasião da transformação da madeira em carvão vegetal.

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Influencia do tamanho das peças na produção de carvão vegetal

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tora de madeira úmida e carvão vegetal

Quando falamos de tamanho das peças estamos nos referindo ao diâmetro e comprimento da madeira ou outro tipo de biomassa a ser carbonizada.

Diâmetro da madeira e a influencia no carvão

Em termos de diâmetro, qualquer peça de lenha pode ser carbonizada.

Por razões de qualidade do carvão produzido, o diâmetro ideal para carbonização está entre 10 e 20 cm.

Diâmetros maiores do que 20 cm podem tornar o carvão muito quebradiço, além de dificultar o manuseio da peça.

Diâmetros menores do que 10 cm:

  • Dificultam o arranjo das peças dentro do forno;
  • Aumentam o tempo de enchimento com:
    • consequência do aumento do custo da mão-de-obra ou
    • consequência do aumento da mecanização do processo de produção de carvão vegetal.

O comprimento da madeira e a influencia no carvão

Geralmente quanto ao comprimento da peça, ela deve estar de acordo com o tamanho do forno ou das recomendações da tecnologia empregada.

Em termos de comprimento, geralmente existe mostraram uma correlação positiva entre comprimento das peças e geração de finos.

Ou seja quanto mais comprida a peça de madeira mais finos é produzido no processo de pordução de carvão vegeta.

É bastante comum o aparecimento de trincas na região central do carvão. Principalmente os de grande diâmetro.

As trincas e fissuras internas do carvão vegetal  são originadas de zonas de concentrações de tensão na madeira, ocasionada pela grande impermeabilidade da região central (cerne) das peças.

Essa impermeabilidade é devida geralmente ao acúmulo de resinas nas cavidades da fibra comuns do cerne da madeira.

Diâmetros e comprimentos maiores de madeira carbonizada proporcionam um carvão mais friável.

O tamanho das peças é muito importante em como fazer carvão com qualidade.

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Composição Química da Madeira e a Produção de Carvão Vegetal

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carvoaria de fornos circulares

O tecido lenhoso das árvores é constituído por diferentes tipos de células.

As plantas folhosas (espécies comuns em países tropicais como o Brasil) possuem uma estrutura mais complexa do que as coníferas, (espécies de árvores mais comuns em países não tropicais), com maior número de tipos de células.

O fenômeno da carbonização pode ser explicado e entendido a partir das transformações sofridas pelos principais componentes da madeira, a celulose, as hemiceluloses e a lignina.

Composição elementar da madeira para produção de carvão

A madeira se compõe basicamente de oxigênio, hidrogênio e carbono.

O carbono pode representar até 50% da composição da madeira, o oxigênio, 44%, e o hidrogênio, 6%.

Levando-se em conta o percentual que esses três elementos representam, torna-se fácil entender porque a carbonização pode ser compreendida conhecendo-se o comportamento da lignina, das hemiceluloses e da celulose, já que esses componentes são basicamente formados de carbono, oxigênio e hidrogênio.

De acordo com LEWIN e GOLDSTEIN (1991) e TSOUMIS (1991), em termos médios, as madeiras são constituídas por:

  • Celulose: 40-45%
  • Hemiceluloses: 20-30%
  • Lignina: 18 – 25% (Folhosas) e 25 – 35% (Coníferas)
  • Extrativos: 3-8%
  • Cinzas: 0,4%

A influencia da celulose da madeira em como fazer carvão

A celulose, principal componente da parede celular, é um polissacarídeo linear constituído de unidades anidro pirano glicose com ligações glicosídicas do tipo Beta 1-4 com alto grau de polimerização, possuindo uma estrutura cristalina e não ramificada.

O seu grau de polimerização está compreendido entre 9000 e 10000, podendo chegar a até 15000 unidades de glicose.

É o composto mais comum na natureza, sendo insolúvel em solventes orgânicos, em água, em ácidos e em álcalis diluídos, todas à temperatura ambiente.

As hemiceluloses da madeira  em como fazer carvão

As hemiceluloses também são polissacarídeos e diferem da celulose por serem polímeros ramificados e de cadeia mais curta.

As hemicelulose  possuem em sua estrutura outras unidades de açúcar diterentes da glicose como por exemplo, hexoses e pentoses como a manose, a galactose, a xilose, a arabinose, o ácido 4-o-metilglucurônico.

Geralmente possuem um peso moléculas menor que o da celulose, o seu grau de polimerização varia de 100 a 200 unidades de açúcares.

São os compostos da madeira responsáveis pela formação da maior parcela de ácido acético, durante a decomposição térmica.

A 400°C, a celulose e as hemiceluloses resultam num rendimento em carvão de aproximadamente 10 a 13% respectivamente.

Celulose e hemicelose são itens poucos importantes em como fazer carvão vegetal

A lignina em como fazer carvão

A lignina é um dos três polímeros básicos que constituem a madeira.

É um composto amorfo, tridimensional, de composição química bastante complexa, que se constitui de unidades de fenil propano, tendo uma cadeia altamente ramificada.

A lignina é o componente mais hidrofóbico da madeira.

Tem uma função adesiva entre as fibras e confere dureza e rigidez à parede celular.

As unidades de fenil propano são mantidas juntas, tanto por ligações éter (C-O-C) como por carbono-carbono (C-C).

A ligação éter é predominante, aproximadamente 2/3 ou mais das ligações da lignina são desse tipo e o restante é do tipo carbono-carbono (SJÖSTRÖN, 1993).

A lignina é um dos componentes da madeira de madeira de fundamental importância na produção do de carvão vegetal uma vez que o composto que mais contribui para a formação do resíduo carbonífero, bem como pela formação do alcatrão insolúvel.

A lignina a 400°C, proporciona rendimentos de aproximadamente 55% de resíduo carbonífero (OLIVEIRA et al., 1982a).

Lignina é o componente mais importante no tendimento e conhecer o seu comportamento é importante em como fazer carvão.

Os extrativos da madeira na produção de carvão

Os extrativos são componentes que não fazem parte da constituição química da parede celular e incluem elevado número de compostos.

Incluem resinas, açúcares, taninos, ácidos graxos, dentre outros compostos, os quais influem nas propriedades da madeira.

Assim, a cor, o odor, as resistências ao apodrecimento e ao ataque de insetos, a permeabilidade, a densidade e a dureza são afetados pela sua presença (PETTERSEN, 1984).

O conteúdo de cinzas é usualmente pequeno, podendo incluir cálcio, potássio, magnésio e traços de outros.

Quanto maior a proporção de matérias minerais na madeira, maior será a percentagem de cinzas no carvão, fato este pouco desejável, principalmente quando alguns dos componentes são prejudiciais para fins siderúrgicos.

O teor, bem como a composição química das cinzas pode ser afetada pela disponibilidade de minerais no solo.

Melhores propriedades químicas do carvão, maiores teores de carbono fixo, e menores teores em substâncias voláteis e cinzas estão associados à madeira com altos teores de lignina, para determinadas condições de carbonização.

Madeiras com altos teores de extrativos e lignina produzem maior quantidade de carvão, com maior densidade e mais resistente em termos de propriedades físicas e mecânicas.

A quimica da madeira é muito importante em como fazer carvão de forma ecológica

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 Sobre o autor do artigo em como fazer carvão

Meu nome é Daniel Camara Barcellos, sou especialista em Energia de Biomassa e tenho estudado a melhor forma de AJUDAR PESSOAS  a projetarem e operarem unidades ecológicas de carvão vegetal.

Slide73Meu objetivo é fazer com que VOCÊ ALCANCE as habilidades necessárias para projetar, instalar e operar unidades de carvão vegetal em menos de 6 meses.

Sou Engenheiro Florestal formado na Universidade Federal de Viçosa com especialização em Fontes Alternativas de Energia e Mestrado e Doutorado em Energia de Biomassa.

Nos meus empreendimentos, NOS ÚLTIMOS 20 ANOS já ajudei inúmeras empresas e pessoas a desenvolverem e instalarem unidades ecológicas de carvão vegetal,

Iinclusive pessoas e empresas que duvidavam dos RESULTADOS COMPROVADOS de unidades sustentáveis  e que não tinham a perspectiva de mudar a péssima imagem da produção de carvão vegetal .

Quero, pessoalmente,  partir dos meus treinamentos, CAPACITAR DE FORMA EXCELENTE,  em como fazer carvão de forma ecológica a no mínimo 10.000 pessoas no país até 2020.

Se você me ajudar a cumprir a minha missão, eu lhe ajudarei a alcançar o SEU SONHO de ter o seu negócio de carvão vegetal perpetuado e de forma uma forma sustentável e economicamente viável .

E tem mais, 10% da renda angariada por este curso será usado para AJUDAR CRIANÇAS e famílias de baixa renda em áreas rurais pobres a se desenvolverem como indivíduos e assim se propiciarem a terem uma VIDA MAIS ABUNDANTE !

Sobre a Fórmula da Carvoaria Perfeita

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA  é a metodologia definitiva de produzir carvão vegetal de forma ECOLÓGICA.

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A Fórmula da Carvoaria Perfeita é um treinamento avançado de 120 dias que objetiva treinar pessoas para se tornarem  experst em produção de carvão ecológico e se tornará conhecedor da sabedoria da FÓRMULA DA CARVÃO.

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