Como projetar um QUEIMADOR DE FUMAÇA para carvão ecológico

Os passos de Zé do Carvão na busca de uma solução para conseguir o almejado carvão ecológico.

A História de “Zé do Carvão” e o Queimador de Fumaça para Carvão Ecológico

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Escrito por : Daniel Camara Barcellos email: daniel.barcellos@live.com

Este artigo épico escrito para você, na forma de um história, tem o objetivo de lhe ensinar a construir um pequeno queimador de gases de carbonização.

Iremos contar a história de José Carlos da Silva, conhecido popularmente na pequena cidade onde vive por “Zé do Carvão”.

Mas antes de contar a história leia o artigo sobre 08 erros mais comuns ao implantar um queimador de fumaça

 

TÓPICOS DESTE ARTIGO ÉPICO

Como tudo começou…

A História de "Zé do Carvão" e o Queimador de Fumaça

Zé do Carvão tem uma pequena propriedade rural chamada de Sitio dos Ipês que fica a cerca de 15 minutos de carro da zona urbana da sua pequena cidade no estado de Minas Gerais.

Zé do Carvão tem um pequeno comércio na cidade também.

Ele te uma esposa chamada Ana Maria da Silva e tem 03 filhos (02 homens e 01 mulher).

O filho mais velho também se chama José é chamado por todos de “Zezinho do Carvão” e ajuda o pai nas atividades da fazenda.

O filho do meio se chama Antônio e cuida predominantemente do comércio, negócio da família.

A filha mais nova se chama Sofia. é estudante e ajuda a família nas atividades.

Sofia acorda bem cedo e vai a fazenda com o pai e o irmão (Zé e Zezinho) e os ajuda nos direcionamentos das atividades rurais da propriedade.

Após o almoço Sofia retorna para a cidade e vai ajudar o irmão Antonio no comércio organizando a contabilidade.

No fim da tarde Sofia se arruma pega um ônibus e viaja por 70 Km para a Faculdade localizada numa cidade maior.

Sofia faz graduação em engenharia florestal.

Sofia decidiu fazer engenharia florestal,  pois ajudando na contabilidade dos negócios da família verificou que a maior renda e lucratividade estava acontecendo nas tradicionais atividades de madeira e carvão.

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As atividades de “Zé do Carvão”

As atividades de Zé do Carvão

“Zé do carvão” e sua família tem diversas atividades agropecuárias no sítio dos Ipês

  • Uma pequena produção de leite a partir de vacas de raça;
  • Uma pequena criação de porcos;
  • Uma área para produção de milho e outras culturas anuais;
  • Produção de lenha dos seus plantios de eucalipto que ele vende na cidade nas padarias para fazer pão e outros comércios que precisam de energia térmica.
  • Produção de carvão vegetal em que ele vende 2 caminhões por mês para uma siderúrgica a 200 km da sua propriedade.

Sophia verificou que a maior lucratividade acontecia na venda de lenha e na venda do carvão, a família era melhor remunerada nesta atividades.

O mercado de lenha era pequeno e quando eles tentavam vender em outros centros a lenha o frete consumia parte do lucro.

O mercado de carvão era constante (apesar da flutuação anual de preços) e apesar de transportar por 250 km o carvão sempre tinha uma boa margem de lucro.

Eles já estavam plantando na sua propriedade a 15 anos e entregando carvão a 7 anos na mesma usina siderúrgica e estavam satisfeitos com o retorno.

No entanto apesar dos bons resultados alguns problemas começaram a surgir.

O problema da fumaça do sítio do Ipê

problema da fumaça do sítio do Ipê

Com o crescimento da cidade a zona urbana ficou muito próxima da produção de carvão vegetal de Zé do carvão.

Ao longo de 07 anos alguns confrontantes (amigos  de Zé do carvão) venderam suas propriedades e os novos proprietários construíram casas de fazenda para passeio da família.

Este vizinhos que iam passear no fim de semana na suas casas começaram a reclamar da fumaça da produção de carvão de Zé do carvão.

Os novos proprietários passaram a reclamar de problemas da produção de carvão vegetal:

  • Do cheiro da fumaça,
  • De ardor nos olhos.
  • Do afastamento de aves que não cantavam mais e de outros animais.

Os problemas judiciais com relação a produção de carvão

problemas judiciais da fumaça do carvão

O primeiro problema judicial: trabalhista

Zé do carvão outro dia recebeu um oficial de Justiça sendo intimado a prestar em Juízo esclarecimento sobre o problema da fumaça de carbonização.

Um dos seus vizinhos havia solicitado em juízo o fechamento da sua pequena carvoaria dentro da sua propriedade… e agora ela tinha um problema.

Zé do carvão já havia tido visita de alguns confrontantes, eles reclamaram da fumaça e do cheiro.

Zé do Carvão não tinha muito o que fazer a não ser apagar alguns fornos quando a fumaça era muita.

Só que agora, o problema não era mais de ordem pessoal, era de ordem judicial.

O segundo problema judicial: civil

Passados exatos 15 dias outro oficial de justiça chegou  na propriedade rural notificando Zé do carvão  numa causa trabalhista.

Um dos funcionários de Zé do carvão  que trabalha nos seus fornos de carvão pedia indenização por respirar pó e fumaça de carvão.

Este funcionário trabalhou apenas 06 meses e após 03 meses do pedido de demissão após o fim do benefício recebido do seguro desemprego…. e agora Zé do carvão tinha dois problemas.

Um de ordem civil e um de ordem trabalhista.

O terceiro problema judicial: ambiental

fumaça de carvão

Um policial florestal passando pela estrada viu a fumaça da carvoaria de Zé do Carvão e resolveu visitar a propriedade.

O Policial Florestal Luiz Filipe ao verificar que árvores haviam sido cortadas próximo da margem do riacho notificou seu Zé do Carvão.

A notificação pedia sobre esclarecimentos sobre a atividade de corte (que estava irregular) e o excesso de fumaça.

Pediu que o mesmo assinasse a notificação e prestasse conta em juízo das atividades.

As  árvores cortadas haviam sido plantadas pelo próprio Zé do Carvão para manter sua atividade econômica de fornecimento de lenha e produção de carvão…. e agora Zé do carvão tinha 03 problemas.

Em cerca de dois meses Zé do carvão se viu imersos em 03 problemas judiciais porque produzia lenha e carvão vegetal.

Um de ordem civil, um de ordem trabalhista e um de ordem ambiental.

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O que fazer com tantos problemas de “Zé do Carvão”?

problemas da produção tradicional de carvão

Com tantos problemas Zé do carvão pensou em abandonar a atividade, mas ela representava quase metade do faturamento da família.

Caso isso acontece a filha mais nova não conseguiria mais estudar e bens da família deveriam ser vendidos para honrar os compromissos.

Durante o dia a família se encontrava, discutia sobre a enxurrada de problemas e pensava o que poderia ser feito.

Zé do carvão ligou para uma amigo de infância que fazia também carvão vegetal e ficou sabendo que o amigo havia abandonado a atividade por problemas muito parecidos que o dele.

Inclusive ele foi acusado criminalmente por usar madeira ilegal.

Zé do carvão e sua família se encontravam perdidos.

No entanto haviam escutado sobre um queimador de fumaça para carvão ecológico…

A busca por uma solução ao problema da fumaça do carvão

Sofia, filha de Zé do Carvão, participando dos problemas resolveu procurar ajuda com professores da faculdade em que estudava.

Foi até o curso de direito da faculdade  e perguntou quais professores poderiam ajudá-la.

Depois de algumas conversas com vários professores ,um dos professores chamado Marcos, que era advogado e tinha especialização em direito ambiental resolveu ajudar a família de Sophia.

Marcos foi claro que mesmo que fosse bem sucedidos no transcorrer das ações judiciais muito provavelmente novos problemas surgiriam.

E que estes problemas consumiriam recursos financeiros constantemente e que ele não poderia garantir a perpetuação do negócio num futuro próximo.

Marcos explicou para Sofia que é normal, dentro da lei, as pessoas buscarem seus direitos, quando se sentirem lesadas.

E a Lei civil, ambiental e também trabalhista tinha brechas que permitiam que isso acontecesse e que a partir daí ela poderia tentar duas ações:

As primeiras ações

problema da fumaça

Ações de direito

Marcos orientou que alguns cuidados com relação a parte trabalhista e ambiental deveriam ser imediatamente tomados para minimizar os problemas.

Marcos explicou para Zé do carvão que alguns cuidados deveriam ser tomados imediatamente e que Sophia a ajudaria nisso.

Sophia durante o dia passou estudar um pouco de direito e sempre com a orientação de Marcos o advogado da família começou a realizar várias ações.

Sophia ligou para outros produtores de carvão também e partir dos problemas e soluções de outros passou a organizar toda a atividade de carvoejamento do pai.

As ações passavam por procedimentos, registro de atividades, coleta de documentos, registros contábeis, notas e documentos fiscais, que pudessem proteger de problemas no futuro com relação a atividade de carvão vegetal.

Ações de Segurança Operacional

Sophia,  também convidou um amigo de faculdade chamado Augusto que era técnico de segurança para ajudar em algumas atividades e registros de segurança.

Uma vez na semana, Augusto tomava um café na fazenda e ajudava na implantação ou melhoria de algum procedimento de segurança.

Zé do carvão as vezes não gostava da intervenção da filha na parte operacional, mas sabia que caso não fizesse isto poderia ter atividade encerrada.

Sophia lembrou novamente do famoso queimador de gases de carbonização de fornos de carvão vegetal…

Atenção aos projetos mágicos e salvadores de fábricas de carvão ecológico

projetos mágicos e salvadores de fábricas de carvão ecológico

Sofia resolveu então pesquisar como fazer carvão vegetal de forma ecológica e encontrar o tal queimador de fumaça de carvão vegetal.

Sophia buscava uma forma que eliminasse os 03 problemas que eles estava tendo:

  • Problema 1 – A atividade manual e de grande esforço físico da carga do forno de carvão.
  • Problema 2 – A atividade manual de descarga do forno de carvão que além do esforço físico deixava o colaborador exposto a um ambiente de calor e poeira.
  • Problema 3 – A fumaça do carvão que poluía o ambiente e as pessoas no entorno.

Opções e ofertas encontradas

Sofia encontrou na internet inúmeras opções de fornos de carvão ecológico e ficou muito empolgada com todas as opções.

Encontrou algumas teses sobre carvão vegetal e sobre o queimador de fumaça para carvão ecológico.

Ela começou a enviar emails, a ligar e conversar pessoalmente sobre o projetos de carvão ecológico.

Encontrou algumas opções comerciais, mas todas as opções eram muito caras.

No entanto, uma opção ecológica,em que uma empresa havia ofertado, que parecia interessante.

Houve suporte técnico por telefone, houve várias conversas, trocas de emails, etc..

O preço era alto, mas caso o pai pegasse um empréstimo no banco poderia pagar o  investimento e ter como resultado a solução para as dores que estavam sofrendo.

Após duas semanas de conversas Sophia e família decidiram levar adiante o projeto.

Um dia antes de assinarem o contrato Sophia resolveu se informar mais sobre a tecnologia que a família estava adquirindo.

Ela descobriu por meio de ligações que 04 de 05 projetos  fornecidos por aquela empresa haviam fechados e o que estava ainda funcionando não estava tendo lucro.

Todos disseram que tecnicamente funcionava, mas se produzia menos que o prometido e o custo alto tornava a atividade inviável economicamente.

Tinha na fábrica de carvão ecológico o tal queimador de gases de carbonização.

Sophia entrou em contato com a empresa e imediatamente suspendeu a negociação e resolveu conversar com a família.

Foi um balde de água fria para toda a família… e dentro de dois dias a família teria a primeira audiência dos processos judiciais adquiridos.

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Passos para projetar um queimador de fumaça para carvão ecológico

Passo 01 – Pesquisando, estudando e se informando sobre queimadores de fumaça para carvão ecológico

Pesquisando, estudando e se informando sobre queimadores de fumaça.

Sofia no entanto não desistiu e conversando na sua faculdade ficou sabendo que um pai amigo de um dos seus colegas de faculdade tinha uma produção de carvão ecológico e que ela estava indo muito bem.

Esta produção de carvão ecológico havia até mesmo sido noticiada na TV do estado.

Sophia não perdeu tempo, conseguiu o telefone e ligou para saber o que aquele produtor de carvão ecológico fazia.

Um senhor de cerca de 60 anos. chamado Francisco atendeu e escutou tudo o que Sophia falava.

Sophia falou por cerca de 30 minutos com Sr. Francisco e pediu uma visita.

Francisco não gostava de visitas, mas ao perceber todo empenho de Sophia em salvar o negócio da família resolveu aceitar.

Esta unidade de produção de carvão ecológica estava a 500 km de distância de onde ela morava

Sophia pesquisou na internet e encontrou várias reportagens na internet que falavam do projeto de carvão ecológico do Sr. Francisco isso a deixou mais empolgada antes do esperado encontro.

Buscando referências comerciais queimadores de fumaça de carvão ecológico

referências comerciais uma unidade ecológica de carvão vegetal

No dia agendado , Sophia saiu de madrugada, de carro com seu irmão mais velho Zezinho do carvão para o encontro com o Sr. Francisco. Após algumas longas horas de viagem de carro eles chegaram na fazenda do Sr. Francisco por volta das 11:00 horas.

Ao chegarem na porteira de entrada foram recebidos por um funcionário sendo levados até a casa sede do Sr. Francisco.

Seu Francisco se encontrava sereno sentado na mesa da cozinha olhando alguns documentos contábeis da fazenda e deu um largo sorriso e cumprimentou os dois irmãos.

Seu Francisco ofereceu um café aos dois e durante cerca de 15 minutos conversaram sobre assuntos diversos, menos carvão.

Sophia se encontrava já ansiosa quando seu Francisco disse: “ vamos agora ao assunto por que vieram, vamos conhecer a unidade de produção de carvão ecológico”

Um largo sorriso se abriu no rosto de Sophia…

Entendendo o que faz uma carvoaria ecológica não emitir fumaça

o que faz uma carvoaria ecológica não emitir fumaça

Os 03 (Sophia, Antônio e Seu Francisco)  entraram então em uma camionete com destino a carvoaria ecológica.

Cinco minutos depois, chegaram na unidade de produção de carvão ecológico.

Zezinho do carvão perguntou: “Sua produção está parada, não vejo fumaça?”

Seu Francisco: “Não José, nós usamos um queimador de gases de carbonização. Por isso não há fumaça.”

Seu Francisco deixou os dois com o Supervisor da unidade ecológica e por duas horas conheceram a bela fábrica ecológica de carvão vegetal do Sr. Francisco.

Após a visita, Sophia e seu irmão foram almoçar com seu Francisco.

O assunto na mesa do almoço foi como funcionava a fábrica de carvão ecológico de Seu Francisco.

Dentre tudo que conversaram Francisco deu um conselho aos irmãos:

“Vocês querem salvar seu negócio?”

“Se cerquem das melhores pessoas!”

“Eu por exemplo tenho suporte dos melhores especialistas relacionados aos meu negócios: ”

  • “Tenho o melhor especialista em clonagem de árvores.”
  • “Tenho um ótimo especialista em adubação de florestas.”
  • “Tenho o melhor especialista em carvão ecológico.”
  • “Tenho um ótimo contador. “
  • “Tenho um excelente advogado ambiental.”
  • “Outras excelentes pessoas.”

“A maioria deles não são meus funcionários, mas apesar de parecerem caros ele me dão dicas valiosas.”

“As dicas me economizam e me fazem ganhar alguns milhões. ”

“Aprendam sobre o negócio de carvão  ecológico e tenham sempre acessível estes profissionais quando precisarem!”

Os dois irmãos agradeceram ao Francisco e durante o retorno para sua casa conversaram sobre todas as limitações e possibilidades

Ao chegarem em casa já tarde da noite contaram tudo que viram aos familiares empolgados e ansiosos foram dormir na madrugada.

Vislumbraram a opção de um queimador de gases de carbonização eficiente, e foram enfim descansar.

Organizando o aprendizado sobre queimadores de fumaça de carvão ecológico

 Organizando o aprendizado sobre queimadores de fumaça

Sophia sabia que era necessário atuar no principal problema: A fumaça da carbonização.

Se resolvesse o problema da fumaça da carbonização o negócio da família estaria salvo.

Sophia descobriu que existia um curso online: A Fórmula da Carvoaria Perfeita, que poderia ajudar

Sophia sabia que a produção de carvão ecológico do Sr. Francisco era MUITO diferente da produção tradicional de carvão do seu pai Zé do Carvão e que era necessário um reaprendizado .

A produção de carvão não podia parar, Zé do Carvão continuou o negócio de carvão da família enquanto Sophia e seu Filho mais velho se preparavam para mudança.

Após adquirir o treinamento Sophia e o irmãs estudavam avidamente.

Com novos conhecimentos adquirido Sophia refez sua pesquisa de mercado.

Primeiro ela fez um levantamento das opções de mercado de queimadores de fumaça.

Separando o Joio do Trigo, escolhendo projetos e fornecedores de confiança em queimadores de gases de carbonização para produção de carvão ecológico

Sophia conseguia agora separar o joio do trigo

Sophia realizou uma seleção de especialistas que pudessem ajudá-los na empreitada.

Sofia aprendeu que desde a origem do queimador de gases de carbonização no Brasil, na Universidade Federal de Viçosa no estado de MG  no ano de 1999 os queimadores de fumaça passaram por grandes evoluções do primeiro projeto inicialmente concebido

Sophia percebeu que um queimador de gases de carbonização, em termos de projeto, é um dos princípios mais simples de engenharia que existem.

No entanto, Sophia aprendeu também que existiam novos procedimentos e hábitos bons que precisavam ser incorporados.

Sophia percebeu que muitos dos procedimentos tradicionais eram realizados pelo pai e precisavam ser modificados.

Sophia conversava e discutia com a família o que precisava ser melhorado e todos os dias eles colocavam uma nova ação para melhorar os resultados.

Passo 02 – Definindo a produção de carvão e de fumaça

Definindo a produção de carvão e de fumaça

Sophia aprendeu que todo o projeto de queimador de gases de carbonização é baseado na sua produção atual e capacidade de expansão futura.

Ela levantou os números e verificou que o pai, Zé do Carvão, produzia 33 toneladas de carvão por mês.

Eles vendiam cada tonelada de carvão vegetal a R$ 700,00 isso dava uma faturamento bruto mensal aproximado de R$ 23.400,00.

Como era uma atividade familiar eles conseguiam aferir lucro superior a 20% algo em torno de R$5.000,00 por mês.

Eram dois caminhões todo mês e o pagamento da siderúrgica acontecia praticamente a vista.

Sophia verificou que o carvão vegetal produzido pelo pai tinha um peso médio de 240 Kg por MDC e que as 33 toneladas representavam aproximadamente 140 MDC por mês.

O caminhão que transportava tinha capacidade volumétrica de 70 MDC. Então Zé do carvão entregava duas cargas por mês na siderúrgica

Sophia aprendeu que 1 MDC significa 1 metro de carvão e que 1 MDC pode pesar de 170 kg até 300 kg em função do tipo e qualidade de carvão produzido.

Um produtor de carvão amigo de Zé do carvão tinha uma produção similar mas ele entregava o carvão embalado em sacos para churrasco.

Com a mesma produção de Zé do carvão o seu amigo entregava cerca de 10.000 sacos de carvão de 3 kg (após retirado os finos) a serem distribuídos em uso doméstico.

A real produção de fumaça em uma carvoaria

real produção de fumaça em uma carvoaria

Sophia aprendeu que cada tonelada de carvão produz aproximadamente 10 toneladas de gases de carbonização.

A produção de Zé do Carvão de 33 toneladas por mês de carvão produzia até 330 toneladas de fumaça de carbonização.

Sophia ficou assombrada, ela não imaginou que tanta fumaça era produzida.

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Passo 03 – Calculando a quantidade de água evaporada numa fábrica de carvão ecológico

Calculando a quantidade de água evaporada numa fábrica ecológica de carvão

Sophia continuo seus estudos e percebeu que a água da madeira era um grande problema na produção de carvão.

Sophia tinha visto um pequeno laboratório na produção de carvão ecológico do “Seu Francisco”

A primeira coisa que Sophia fez foi enviar umas amostras de madeira para saber a umidade da madeira que o pai utilizava nos fornos.

E o resultado foi bem alto, a madeira estava com 50% de umidade (base seca)

Seu Francisco havia comentado com Sophia que trabalhava com umidade média  abaixo de 25%

Sophia verificou que o seu pai deixava a lenha secar entre 60-90 dias, enquanto que o Seu Francisco deixava a lenha secar por 150-210 dias.

Ela calculou a água da madeira que iria no queimador de gases de carbonização e ela tomou outro susto.

A água evaporada na madeira da produção de carvão vegetal do pai era maior do que o consumo da propriedade.

Sophia aprendeu que o queimador de fumaça funciona melhor com umidade média da madeira (umidade base seca) abaixo de 30%.

Sophia aprendeu que a umidade alta da madeira isso iria aumentar o custo operacional de incineração de gases de carbonização.

Sophia percebeu que caso o pai mantivesse a forma de secar da madeira tradicional uma grande quantidade de combustível seria necessário para garantir a eficiência do controle de poluição e que isso ficaria muito caro.

As ações para reduzir a água na madeira

As ações para reduzir a água na madeira

Explicando tudo para o Pai, Zé do carvão seguindo o conselho de Sophia tomou uma decisão importante:

Comprou madeira seca em uma outra propriedade enquanto deixava o tempo de secagem da sua madeira chegar a 180 dias imitando a produção de carvão ecológico de Seu Francisco.

Só de comprar e usar a lenha seca Zé do Carvão ficou imediatamente feliz.

O forno carbonizou mais rápido e ao abrir o forno ele percebeu que havia ganho mais de 10% de carvão em média em relação a semana passada.

Sophia fez então cálculos de umidade base seca considerando que a umidade do pai seria de 25%.

Calculando á água produzida

Sophia enviou um email ao especialista de carvão ecológico perguntando:

“Como calculo a quantidade de água que irá no meu queimador de gases de carbonização?”

E ele respondeu:

O primeiro passo é saber quanto de madeira seca é consumida por mês.”

“É simples: Basta dividir sua produção de carvão pela conversão gravimétrica média.”

“O rendimento médio de conversão em carvão está em torno de 33% da madeira.”

“Se dividirmos 33 toneladas pelo percentual de conversão de rendimento de 33%, teremos então:”

“33/0,33 = 99 toneladas de madeira seca consumidas por mês no módulo produtivo.”

“O segundo passo é multiplicar diretamente o percentual de água pelo peso seco de madeira consumida.”

“Para calcular a quantidade de água em litros ,  basta apenas multiplicar o valor em peso seco de madeira (99 toneladas) pelo  percentual de umidade de 25%.”

“99 x 0,25 = 25 toneladas de água”

“A sua produção de água de vapor será então de 25.000 kg ou litros de água por mês.”

“Toda está água irá para o queimador de fumaça.”

“Logicamente que se entrar com 50% de umidade você irá produzir o dobro desta quantidade de água ao algo em torno de 50.000 litros por mês.”

Passo 04 – Estabelecendo um layout ótimo para o queimador de fumaça de carvão ecológico

Estabelecendo um layout ótimo para o queimador de fumaça de carvão ecológico

Zé do carvão construía os fornos de carvão vegetal de forma aleatória, não tinha uma organização nem um layout.

Ao contrário Seu Francisco tinha na sua unidade de carvão ecológico uma layout bonito e bem definido.

Tudo funcionava com um relógio: preciso e sequencial!

O layout produtivo pode ser definido como o arranjo dos fornos de carvão em relação ao queimador de gases de carbonização.

Sophia ligou para Seu Francisco fazendo perguntas sobre o layout da unidade de carvão ecológico.

Seu Francisco respondeu que o  layout sempre será  função do número de fornos, que eles não podiam replicar o layout pois a produção era diferente.

Seu Francisco disse o número de fornos deve ser função do ciclo operacional do forno.

O ciclo operacional completo do forno envolve as fases de:

  • Carbonização,
  • Resfriamento,
  • Carga e
  • Descarga

Recomenda-se  que o número de fornos ligados no queimador de gases de carbonização seja igual ou superior ao ciclo completo do forno.

Se o ciclo do forno for de 7 dias, o número de fornos deve ser de 7 ou mais num layout a ser projetado.

Escolhendo o layout da unidade de carvão ecológico

Escolhendo o Layout

Sophia após conversar com seu Francisco  fez uma pesquisa na internet e descobriu dois layouts interessantes que poderiam ser usados na sua futura fábrica de carvão ecológico

  • O layout retangular ( ou coqueria)
  • O layout circular ( ou estrela)

Cada layout tem suas vantagens e desvantagens.

Para controle de poluição o layout circular é o mais indicado, para operacional logística do carvão o retangular é o mais indicado

Numa reunião durante o café da manhã, num discussão sobre layout a família por sugestão do irmão Antonio optou utilizar um layout de 08 fornos da unidade ecológica de carvão vegetal.

“Iremos usar um layout espelhado em que temos 04 fornos de uma lado e 04 fornos do outro lado organizados”, disse antônio.

“Considerando que a produção é para atender nossa demanda, vamos construir um forno a mais: 8 fornos (7+1).

layout de 08 fornos da unidade ecológica de carvão vegetal.

“Um forno(+1) será usado como margem de segurança em caso de problemas logístico-operacionais”, disse Antônio.

Eles então começaram a pensar em resolver mais um problema….

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Passo 05  – Selecionando o FORNO de produção de carvão

Selecionando o FORNO de produção de carvão

Zé do carvão  estava com um problema trabalhista por causa da atividade de carga e descarga do carvão.

Marcos seu advogado havia dito que este seria um problema constante, outros funcionários teriam a mesma atitude.

A primeira audiência não havia sido tão boa e Zé do Carvão e família aguardavam o resultado.

Zé do carvão produzia carvão em pequenos fornos circulares.

Eram fornos popularmente conhecidos como rabo quente.

Após pesquisas na internet, Sophia, filha de Zé do Carvão descobriu um modelo que poderia resolver o problema do Pai.

O modelo encontrado foi um pequeno forno retangular construído na universidade federal de viçosa em MG, e o mesmo já havia sido testado em um queimador de fumaça de carvão ecológico.

Sophia não havia encontrado nenhuma opção no mercado. Mas ela estava ciente que deveria partir para uma solução muito parecida como esta

E já existiam modelos  maiores como o do Seu Francisco, mas eram mais caros e não atendiam a produção de Zé do Carvão ainda.

Selecionando um pequeno forno retangular mecanizável otimizado

pequeno forno retangular mecanizável otimizado

Após muita pesquisa Sophia resolveu adquirir um projeto padrão de forno de carvão ecológico da Fórmula da Carvoaria Perfeita que deveria ser personalizado segundo a produção de seu pai, Zé do Carvão.

O projeto da Fórmula da Carvoaria Perfeita tem dimensões que permitem a mecanização ou semi-mecanização da carga e descarga se necessário for.

Era isso que Sophia queria!

Começar trabalhando manualmente e mecanizar assim que possível a sua produção de carvão!

Na sua pesquisa Sophia selecionou um dos modelos padrões. Eram vários modelos, inclusive um modelo metálico e um modelo híbrido.

O modelo padrão de forno escolhido tinha as dimensões internas em metros de 2,0 x 2,0 x 3,0 (1,0 de flecha de arco).

A capacidade volumétrica real deste forno é de 12,0 metros cúbicos.

No entanto, considerando a fator de utilidade, geralmente se perde em volume útil de 10-20,0%.

Considerando o volume útil de lenha teremos uma capacidade  em torno de 10 ST de madeira que estarão sendo alocados a cada ciclo produtivo de 07 dias.

A previsão de produção por fornada ou ciclo é de 5,0 MDC (metros de carvão).

Esta produção de 5,0 MDC propõem uma relação volumétrica de 2:1 (ST/MDC).

Sophia aprendeu que a relação volumétrica mais comum é de 2 metros estéreos de lenhas para cada metro de carvão, podendo ser facilmente melhorada.

A relação volumétrica é um indicativo do rendimento de carvão a partir dos volumes originais de madeira e finais de carvão vegetal.

É bastante comum esta relação de rendimento uma vez que é muito complicado as relações de peso na prática operacional.

Enfim, Sophia adquiriu o projeto padrão de mini-forno retangular de carvão ecológico, sabendo que provavelmente teria que fazer alguma personalização futura nele para adequar a realidade operacional de produção futura de carvão ecológico de seu pai, Zé do Carvão.

Passo 06 – Estabelecendo o ponto de máxima produção no queimador de gases de carbonização

Estabelecendo o ponto de máxima produção

A esta altura do campeonato Sophia já havia escolhido o forno que seria usado.

Ela usaria o modelo de forno e de queimador de gases de carbonização da receita da Fórmula da Carvoaria Perfeita.

O próximo passo de Sophia foi estabelecer o ponto de máxima operação do queimador de gases de carbonização.

Sophia optou por trabalhar com 50% de folga operacional por dois motivos:

  • Ter 33% de possibilidade de expansão considerando que no futuro o pai Zé do Carvão poderia construir mais 04 fornos no mesmo layout.
  • Ter 27% de possibilidade de desvios operacionais (em caso de necessidade de acelerar a produtividade dos fornos ligando mais fornos simultâneos)

Sophia fez uma ponderada escolha.

Máximo de Fumaça suportado pelo queimador de gases de carbonização

A produção estimada de FUMAÇA do projeto de Zé do carvão é de 330 toneladas que passarão pelo queimador de gases de carbonização.

Se adicionarmos 60% de margem de segurança segundo as premissas de Sophia teremos

330 x 1,6 = 528 toneladas de fumaça.

A carvoaria de Zé do carvão poderá produzir por dia o equivalente de fumaça de:

  • 528.000 Kg por mês
  • 17.600 Kg por dia
  • 733 Kg por hora
  • 12 Kg por minuto
  • 0,20 Kg por segundo

Sophia agora sabia agora a fumaça que iria para o queimador de gases de carbonização.

A próxima etapa seria saber a quantidade de vapor de água que iria para o queimador de gases de carbonização

Máximo de água suportado pelo queimador de fumaça de carvão ecológico

Para calcular a quantidade de água que iria no queimador de gases de carbonização Sophia usou o mesmo raciocínio. Adicionou 60% de margem de segurança.

25 toneladas x 1,6 = 40 toneladas de água, no entanto podemos ter picos de 80 toneladas de água caso a umidade de 50% seja a originalmente utilizada

A carvoaria de Zé do carvão poderá produzir por dia o equivalente de água na forma de vapor de se a umidade da madeira for de 20%:

  • 40.000 litros por mês
  • 1.334 litros por dia
  • 55 litros por hora
  • 1 litro por minuto

Total de fumaça no queimador de fumaça de carvão ecológico

5.6.3 Total de fumaça no queimador

O queimador de gases de carbonização de Zé do carvão será projetado para suportar até 608 (528 toneladas de fumaça+ 80 toneladas de água)  toneladas por mês de fumaça proveniente de um produção máxima de 50 toneladas por mês de carvão vegetal.

Sophia, com estes  resultados, sabia que o próximo passo seria verificar a flutuação disso ao longo do mês e como isso afetaria o desempenho do queimador de gases de carbonização.

Era necessário agora simular!

Imaginar tudo o que poderia dar errado e tudo que poderia dar certo, colocar isso no papel e ver os resultados.

Passo 07 – Simulando a mistura de fumaça dentro do queimador de gases e a sincronização de fornos

Simulando a mistura de fumaça e a sincronização de fornos

Sophia agora começou a fase de simulação a produção de carvão ecológico de seu pai, Zé do Carvão.

Sophia desenhou o ciclo da nova unidade de produção de carvão ecológico.

A  simulação consiste em colocar numa escala de tempo o ciclo produtivo dos fornos de carvão

Ela fez uma tabela para saber quantos fornos estariam carbonizando naquele dia. Sophia. Fez isso para saber qual seria o comportamento do queimador de fumaça.

Na tabela abaixo você verá o que acontece

  • A letra C significa que o forno está em carbonização
  • A letra R significa que o forno está em resfriamento
  • A letra D significa que o forno está parado ou em processo de carga e descarga.
  • As colunas seriam os dias do mês
  • As linhas seria os fornos
  • A ultima linha é contagem dos fornos em carbonização.

Daremos um peso para cada dia em que irá refletir bem o que está acontecendo na produção de carvão com umidade de 25%.

comportamento do queimador

Entendendo que a carbonização é variável no tempo

No entanto, conforme estudos de Sophia, o período de carbonização representado pela letra C pode tem 03 fases bem definidas, estas fases acontecem a cada dia.

  • No primeiro dia existe basicamente a fase de secagem (com muita remoção de água na madeira) logo consideramos que a fumaça tem uma “densidade” energética negativa em que o peso de água é de (-2).
  • No segundo dia entramos numa fase de elevada quantidade de gás rico. Neste dia consideramos um peso energético de +2
  • No terceiro dia entramos na fase de redução do volume de gás rico, nesta fase consideramos um peso energético de =+1.

Os pesos são apenas convenções estimadas para se entender o processo.

Simulando o queimador de gases como uma industria que funciona TODOS OS DIAS.

simulando a energia do carvão

Sophia percebeu que mesmo sem paradas operacionais de fim de semana existe uma grande variação do valor energético da fumaça de carbonização.

Com mistura da fumaça (negativa ou com excesso de água) dentro do queimador de fumaça de carvão ecológico

Em um dia na semana, a mistura de gases de carbonização produzirá valores negativos, mesmo ligando todo dia um forno .

O somatório da coluna dos fornos indicava para Sophia se ela teria falta ou sobra de energia naquele dia.

Os valores negativos significa que será necessário entrar com combustível auxiliar para manter o queimador em funcionamento.

Neste dia seu custo operacional será elevado. Material auxiliar será gasto em quantidade significativa.

Desta forma Zé do Carvão podia direcionar mais material (tiço, resíduos, etc.) para o queimador para compensar o problema.

Com mistura de fumaça (neutra ou pobre) dentro do queimador de fumaça de carvão ecológico

Na tabela desenhada por Sophia ela percebeu que em 04 dias da semana ela teria valores equilibrados (1) próximos de zero .

De forma prática será necessário administrar o queimador para que ele não apague.

Zé do Carvão deveria tomar os procedimentos ótimos de controle de combustão de gases da Fórmula da Carvoaria Perfeita.

Para manter a chama sempre acesa, usar a “receita de controle” do queimador de fumaça  sem consumir combustível auxiliar ou consumindo o mínimo quando necessário.

Com mistura de fumaça (positiva ou rica) dentro do queimador de fumaça de carvão ecológico

Em dois dias da semana, conforme tabela de Sophia, haverá energia de sobra no queimador de fumaça.

Nestes dias haverá um super aquecimento do queimador.

A mistura de gases de diferentes fornos é rica e produzirá um excelente material combustível

Nestes dias não será necessário consumo de material extra para manter o queimador aceso.

Zé do Carvão deverá tomar os cuidados de controle, fazendo a dosagem correta de ar no queimador para que o excesso de combustível não apague o queimador de fumaça de carvão ecológico

Simulando o queimador de gases de carbonização COM PARADAS OPERACIONAIS de fim de semana

Sophia realizou outras simulações, entre elas a simulação com descanso semanal no domingo.

Ela percebeu a parada de um dia iria gerar problemas sérios no queimador dois dias após.

Se ela parasse no domingo ela teria mais um dia de fumaça negativa (com excesso de água), seriam agora dois dias de fumaça negativa na semana.

E com maior concentração de mistura de fumaça (positiva) energético em outros dias.

Em caso de paradas de fim de semana, feriados ou problemas operacionais, Zé do Carvão teria que entrar dois dias depois “gastando” material e esforço para manter o queimador funcionando bem.

Ela realizou outras simulações, como por exemplo:

  • Parar dois dias (sábado e domingo) na produção e depois retomar
  • Ligar dois fornos em um dia para recuperar produção
  • Colocar 12 fornos e trabalhar 6 dias na semana.
  • Outras combinações possíveis

Ela realizou isso para discutir dentro das possibilidades de ciclo operacional exatamente para alertar e prever seu pai, Zé do Carvão.

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Passo 08 – Calculando os dutos do queimador de fumaça de carvão ecológico

Calculando os dutos

Sophia havia escolhido o layout retangular então ela teria que calcular dois tipos de dutos:

  • Duto de saída dos fornos secundário (ramificado).
  • Duto central maior ou primário de recebimento dos dutos ramificados.

Cada forno de carvão de Zé do carvão produz aproximadamente 17 kg de carvão por hora na fase de carbonização (1,25 toneladas de carvão dividido 72 horas de carbonização)

Cada Kg de carvão por sua vez produz 170 kg de fumaça e 26 kg de água perfazendo 196 kg de fumaça por hora

196 Kg de fumaça equivalem a 196 m3 de fumaça para uma densidade de fumaça de 1 kg por m3.

1 m3 de fumaça equivale 1.000 litros então teremos :

  • 196.000 litros de fumaça por hora
  • 3267 litros de fumaça por minuto
  • 54 litros de fumaça por segundo (0,054 m3).

Calculando os dutos secundários de fumaça de cada forno

 

Sophia verificou que a velocidade máxima recomendada (econômica) em dutos de fumaça de alvenaria é de 15 m/s para que ele mantenha o regime laminar e não turbulento.

Para efeitos de projeto Sophia decidiu usar a velocidade 7 m/s (50% do máximo recomendado).

Um detalhe importante que Sophia havia estudado é que o volume de fumaça não é constante com o tempo, e que existe uma fase exotérmica do processo que a perda de massa é muito maior, existindo um elevado pico de produção de fumaça.

O pico acontece na fase intermediária da produção de carvão ecológico ( no segundo terço da carbonização).

Ocorrem pequenos volumes de fumaça no começo e no final do processo.

Geralmente o valor de pico é de 4-5 vezes a média da produção de fumaça.

Usaremos para efeito de cálculo então pico da produção de fumaça:

5 x 54 l= 270 litros por segundo de pico de produção de fumaça.

Existirá um momento na carbonização em que o duto deverá ter a capacidade de escoar facilmente este volume de fumaça.

Sophia calculou então a seção do duto em metros quadrados

Seção do duto (m2) = Vazão (m3/s) dividi pela velocidade (m/s)

Seção do duto  (m2) = 0,270/7 = 0,039 m2

Sophia imaginou um duto quadrado de tijolos cerâmicos com uma pequena copa na parte superior.

Imaginando uma seção quadrada, ela tirou a raiz quadrada da seção (desconsiderou a área da copa que era pequena).

Raiz quadrada de 0,039 = 0,0196 m ou aproximadamente 20 cm

O duto de saída de fumaça do forno teria pelo menos 20 cm de largura com 20 cm de altura.

Calculando o duto primário ou central do queimador de fumaça de carvão ecológico

Para calcular as dimensões Sophia teve que desenhar o layout escolhido

O Layout escolhido é espelhado e cada perna do duto central recebe 4 dutos ramificados, no entanto poderá no futuro haver uma expansão para 6 fornos, então linha de gás receberá até 06 fornos simultâneos

Para calcula o duto basta multiplicar a seção em m2 de um forno pelo número de ramificações

0,039 m2 x 6 fornos = 0,234 m2.

Repetindo o mesmo procedimento dos dutos ramificados tirando a raiz quadrada

Raiz de 0,234m2 = 0,48 m

A perna teria aproximadamente 0,50 m de largura e 0,50 m de altura

No entanto isto seria o máximo, considerando que todos os 6 fornos seriam ligados simultâneos numa única “perna”.

Ela perguntou se isso poderia acontecer na operação e Zé do Carvão disse que não, na pior das hipóteses seriam 3 fornos

Sophia usando o bom senso, e reduziu a seção quadrada em 50%.

Então ela refez as contas acima

0,039 m2 x 3 fornos = 0,117 m2.

Repetindo o mesmo procedimento dos dutos ramificados tirando a raiz quadrada

Raiz de 0,117m2 = 0,34 m de (largura e de altura do duto, sem considerar a copa).

Passo 09 – Calculando o queimador de fumaça de carvão ecológico

Calculando o queimador de fumaça

Sophia então resolveu calcular agora o queimador de fumaça de carvão ecológico

Ela verificou que calcular o queimador de gases de carbonização era fácil!

Ela utilizou uma referencia de cálculo simples, aprendida nas aulas da Fórmula da Carvoaria Perfeita.

Uma tonelada de carvão por dia produzido precisaria de um volume de câmara de combustão do queimador de fumaça aproximada de 1 a 1,3 metros cúbicos.

A produção prevista de Zé do carvão é de 33 toneladas de carvão por mês podendo chegar a 53 toneladas por mês.

Se dividirmos a produção máxima de Zé do Carvão de 53 toneladas por 30 dias e multiplicarmos por 1,2 m3 (entre 1,0 e 1,3 m3) chegaremos no valor de 2,10 m3 de volume da câmara de combustão.

Existe um relação entre largura e comprimento  que otimiza a queima de gases de carbonização estes valores variam de 1,8 a 3,0.

calcular o queimador de fumaça

Sophia escolheu um valor intermediário que facilitasse a construção do equipamento dela.

Ela escolheu como referência a relação de 2,0.

Cada metro na largura in terna do queimador teria aproximadamente 2 metros de comprimento.

Então o queimador vai ter internamente 1,00 x 1,00 x 2,00 Estando dentro do intervalo proposto.

Da mesma forma como nos dutos, o queimador teria uma copa mas esta área seria desconsiderada, seria usada como margem de segurança do projeto.

Passo 10 – Calculando a chaminé do queimador de fumaça de carvão ecológico

Calculando a chaminé do queimador de fumaça

O próximo passo de Sophia seria calcular as dimensões da chaminé.Para dimensionar  a chaminé seria necessário calcular duas variáveis chaves do sistema.

  • A vazão de fumaça
  • A pressão necessária para extrair a fumaça

Calculando a vazão de fumaça

Sophia calculou a vazão basta dividindo a produção de fumaça do mês pelo tempo em horas.

O resultado obtido foi de 0,058 m3/hora

Sophia aprender que ar é necessário para queimadr a fumaça e que as vezes ela teria queimar material auxiliar.

Sophia verificou recomendações dos estudos realizados de acrescentar de 15 a 30% de ar de mistura neste gás para ter uma queima eficiente (incluindo a queima de algum material auxiliar). Ela decidiu usar 25% de margem de segurança.

Sophia multiplicou 0,058m3/h x 1,25 =0,0725 m3/s

Sophia sabia que a produção de fumaça não é uniforme este valor pode ser 3-5 vezes maio dentro da fase de carbonização. Desta vez ela multiplicou apenas por 4 pois geralmente na fase rica não precisa de combustível auxiliar.

0,0725 m3/s x 4 = 0,29m3/s

Calculando a pressão

Sophia sabia que a pressão se calcula pelo caminho de maior perda de carga.

Para calcular a pressão o comprimento dos dutos deve ser levado em consideração.

No entanto, Sophia verificou no caso dela que o regime de transporte do gás de carbonização seria laminar, ou seja  a perda de carga seria muito pequena.

Cada 10 metros de percurso da fumaça iria consumir menos de  0,3 mmca de pressão e a velocidade se mantivesse dentro do projetado de até 7 m/s.

Valores de pressão imperceptíveis, os dutos estavam bem calculados.

No entanto existem as válvulas e curvas cada válvula e curva iriam aumentar bem a pressão.

Cada válvula e curva consumiria de 10 a 20 vezes o valor em mmca por metro de dutos.

Importante destacar que a pressão é calculada apenas do forno mais distante, o que vale é o maior valor de pressão acumulado e não a soma.

O que acontece é

  • 1 válvulas de restriução  +
  • 1 curvas para o duto central +
  • Curva para o queimador +
  • Anteparos de turbulência dentro do queimador +
  • Entrada da chaminé
  • Curva na chaminé

Tenho 6 restrições x 2 (20vezes/10metros) x 0,3 mmca = 3,6 mmca. acrescente para cada metro de altura do forno 1 mmca, se o forno tem 2,5 metros = 3,6 +2,5 mmca = 6,1  mmca.

Chegamos a pressão do sistema: 6.1 mmca

Sophia agora iria calcular a chaminé

Calculando a chaminé do queimador de fumaça de carvão ecológico

5.10.2.1 Calculando a chaminé.

Sophia aprendeu que a seção de saída da chaminé não pode ser menor que nenhuma seção do queimador.

As seções do projeto (dutos e queimador) devem ser lógicas, ao longo de todo projeto. Uma seção estrangulada dará problemas no equipamento.

Sophia desenhou e a seção de entrada do queimador com 0,8 x 0,8 = 0,81 m2 e a saída do queimador com 0,5 x 1,7 = 0,85m2 .

A boca da chaminé teria então a seção de 0,9 m2.

Para calcular a altura da chaminé Sophia  multiplicou a pressão calculada por 1,3

6,1mmca x 1,3 = 7,93 metros de altura.

Sophia decidiu que a chaminé teria pelo menos 8 metros de altura.

O próximo passo de Sophia foi consultar um engenheiro especialista que entedesse de chaminés para projetar e construir a chaminé nas dimensões calculadas.

Seu Francisco, havia alertado a Sophia, a partir do erro de outras produtores de carvão, que muitas chaminés haviam caído no passado, sorte que ninguém havia se machucado.

Seu Francisco disse que a chaminé deve ser bem calculada, usar materiais internos certos, ter uma conicidade certa e uma fundação bem feita.

Seu Francisco disse que uma vez uma chaminé afundou de um lado 5 cm, isso fez com que ele ficasse torta igual a torre de Piza na Itália, ela deslocou mais de 60 cm no topo pois ela tinha 12 metros de altura.

Ele havia guardado as fotos que recebeu da chaminé torta.

Só que poucos dias depois a chaminé torta caiu.

Mas Sophia não erraria neste quesito pois Seu Francisco já havia alertado.

Sophia então passou para o próximo passo que consistia de uma plano de ação rápido e efetivo.

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Os próximos passos

próximos passos

O próximo passo de Sophia foi estabelecer um plano de ação com as seguintes atividades para dar seguimento a fábrica de carvão ecológico de seu pai Zé do Carvão

  1. Adquirir os projetos executivos da Fórmula da Carvoaria Perfeita;
    1. Layout produtivo (Locação + Drenagem/aguas pluviais) + Hidráulico
    2. Dutos + Queimador de gases + Chaminé (Executivo)
    3. Projetos de apoio (Executivo sanitários, escritório, refeitório)
  2. Contratar um desenhista para personalizar o projeto segundo as dimensões obtidas por Sophia.
  3. Levantar e orçar a construção.
  4. Elaborar um Business Plan: Neste ínterim obteriam um modelo  padrão de Business Plan da Fórmula da Carvoaria Perfeita e ajustariam para apresentar a bancos e possíveis investidores.

Sophia teria em poucos dias uma audiência sobre a fumaça da carvoaria e tinha como estratégia apresentar ao juiz o projeto e os  investimentos que seriam realizados como justificativa de prazo para mudar o seu modelo de produção, para um modelo de carvão ecológico.

Sophia estava registrando desde agora as melhorias que estavam acontecendo .a parte operacional e apresentaria os projetos adquiridos e toda personalização ao Juiz.

Ela estaria entrando para uma elite de projetos no Brasil que serviria de modelos para todos os outros produtores de carvão vegetal.

Conclusões

dicas finais queimador de fumaça

Entendendo como funciona a lógica de projeto de uma fábrica de carvão ecológico com queimador de fumaça a implementação será fácil e operacionalidade simples.

Você aprendeu neste artigo épico com o exemplo de Zé do carvão como projetar em linha gerais um módulo familiar (de pequenas dimensões) de uma pequena fábrica de carvão ecológico.

Mas este é apenas um passo para viabilidade de um negócio de carvão ecológico.

Além de técnicas de produção de carvão e controle de fumaça iremos explorar também técnicas construtivas e materiais alternativo para construção de um queimador de gases de carbonização e todo sitema de suporte.

Existe um campo enorme de exploração e melhorias e muitas mudanças irão acontecer em termos de produção de carvão vegetal

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Informações

Sobre o Autor

Daniel Camara Barcellos,é especialista em Energia de Biomassa e tem estudado a melhor forma de AJUDAR PESSOAS  a projetarem construírem e operarem unidades ecológicas de carvão vegetal.

Engenheiro Florestal formado na Universidade Federal de Viçosa com especialização em Fontes Alternativas de Energia, Mestrado e Doutorado em Energia de Biomassa.

NOS ÚLTIMOS 20 ANOS já ajudou inúmeras empresas e pessoas a desenvolverem e instalarem unidades ecológicas de carvão vegetal.

A partir dos  RESULTADOS COMPROVADOS de unidades sustentáveis  tem como perspectiva de mudar a péssima imagem da produção de carvão vegetal e ter ajudar a alcançar as habilidades necessárias para produzir carvão ecológico.

Com sua recente formação em Coach tem treinado de forma muito mais efetiva os profissionais que desejam enveredar pela produção de carvão ecológico.

Destina 10% da renda angariada pelos seus treinamentos para AJUDAR CRIANÇAS e famílias de baixa renda a partir da EDUCAÇÃO a se desenvolverem como indivíduos e assim se propiciarem a terem uma VIDA MAIS ABUNDANTE !

Sobre a Fórmula da Carvoaria Perfeita

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA  é a metodologia definitiva de produzir carvão vegetal de forma ECOLÓGICA.

A Fórmula da Carvoaria Perfeita é um treinamento avançado que objetiva treinar pessoas para se tornarem “Experts” em produção de carvão ecológico e se tornarem conhecedores da sabedoria da FÓRMULA ECOLÓGICA DE PRODUÇÃO CARVÃO VEGETAL.

Este  treinamento avançado é único no mundo. Apenas um grupo seleto de pessoas conhecem a fórmula e usufruem do poder da sua transformação.

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA tem transformado vidas e negócios e tem ajudado o segmento a mudar a imagem da produção de carvão vegetal.

Acesse  http://carvoariaperfeita.com e saiba mais.

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Queimador de Fumaça e os 08 maiores erros de implantação [Com Vídeo]

Keywords: queimador de fumaça, fumaça de carvão, fumaça de carbonização, incineração de gases de carbonização, queima de gases de carbonização, controle de poluição em carvoarias, incineração de fumaça de carbonização, etc.

Escrito por : Daniel Camara Barcellos email: daniel.barcellos@live.com

 

Um queimador de fumaça de carbonização é um equipamento que tem o objetivo de incinerar os gases gerados durante o processo de carbonização da biomassa transformando mais de 200 compostos em poucos compostos químicos.

O queimador de fumaça tem a principal função de acabar com a poluição em unidades produtivas de carvão ou carvoarias.

Veja os tópicos que você irá aprender neste artigo épico:

Este artigo épico escrito para você, tem o objetivo de apresentar os 08 erros comuns na implantação de um sistema ecológico de produção de carvão vegetal

Iremos explorar os fundamentos essenciais na implantação de um queimador de gases de carbonização.

Antes de explicarmos o passo a passo de um projeto de um queimador de fumaça, você irá conhecer os erros que levam a projetos mal sucedidos.

Conheça o errado para não fazer esta escolha

Conhecendo os erros que outros comentem, você irá rapidamente desviar e sobrepor os obstáculos tornando o caminho para o sucesso do empreendimento rápido e efetivo

Geralmente, os problemas advindos da fumaça de um forno de carvão são significativos.

Tem-se tornando inaceitável pela sociedade moderna unidades de produção de carvão sem o devido controle da poluição.

Nos últimos anos inúmeros queimadores foram construídos e entraram em operação.

No entanto, a maioria dos queimadores de fumaça não são eficientes quando operam. Por quê?

Por que erram em conceitos e elementos básicos que iremos explicar ao longo deste artigo épico.

Importante que você tenha papel e caneta a mãos para que você registre os erros e faça uma análise profunda para não incorrer nos mesmo erros.

A produção de carvão vegetal do futuro irá explorar cada vez mais mecanismos de incineração de fumaça de um forno de carvão

O sistema tradicional de produção de carvão vegetal está condenado a extinção.

É apenas uma questão de tempo para que a produção “suja” de carvão deixe de existir no Brasil como foi em outros países.

Esteja preparado porque agora você irá conhecer os 08 erros comuns na implantação de um queimador de fumaça de carbonização.

Mas antes disso, entenda o que está acontecendo no mercado de carvão vegetal atual brasileiro.

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A banalização técnica dos queimadores de fumaça

queimador de fumaça fake

No mercado nacional brasileiro atual temos tido uma falsa imagem das unidades ecológicas de carvão vegetal.

Muitos projetos de queimadores de fumaça de carbonização surgiram e foram implantados nos últimos anos.

No entanto maioria dos queimadores de fumaça tem tido apenas apelo de marketing do que propriamente de eficiência de controle.

Muitos dos queimadores de fumaça de carvão são apenas ENFEITES. Uma bela caixa de presente com uma desagradável surpresa interna.

Muitos dos queimadores são projetos para “inglês” ver, satiricamente falando.

São projetados, construídos e operados sem qualquer referencial técnico, refletindo em altos custos operacionais.

A realidade é que maioria dos queimadores de fumaça de carbonização nem mesmo funcionam.

Alguns queimadores de fumaça de carvão funcionam, mas tão precariamente, que se tornam verdadeiros “fardos”.

Estes queimadores de fumaça mal projetados e operados  tornam a produção de carvão vegetal inviável dos pontos de vista técnico e comercial.

Você pode contar nos dedos das suas mãos, talvez em uma mão apenas, os projetos bem sucedidos de queimador de fumaça no Brasil.

O que acontece quando muitos projetos não funcionam?

Quando projetos não ecológicos falham, a visão ecológica se torna desacreditada. Pode até mesmo vir a se tornar uma piada no meio de mercado.

Você gostaria de que seu negócios de carvão se torne uma piada? Tenho plena convicção que não.

Projetos não funcionais, beneficiam os produtores de carvão que querem continuar nos métodos ultrapassados de produção de carvão.

Projetos mal sucedidos são justificativas para a sua inércia e “encobrem” a sua falta de compromisso com a sociedade.

Mas, quem se prejudica com projetos de queimadores de fumaça ineficientes?

Quem se prejudica são  os compromissados empresários que buscam formas sustentáveis de produzir carvão vegetal. Empresários que querem trazer algo de valor para os clientes e para a sociedade e não conseguem fazer isso.

Quem se prejudica é a sociedade que não tem uma opção econômica nobre de produção de carvão vegetal, que paga o preço dos problemas ambientais.

Quem se prejudica é o meio ambiente que traz a vida para você e para e as futuras gerações.

Quem se prejudica são os colaboradores da produção de carvão que trabalham em locais inadequados (insalubres) circundados por uma ambiente local repleto de poeira e fumaça.

Quem se prejudica é o Brasil e sua economia, fechando oportunidades internas e externas de negócios sustentáveis (contínuos), negócios com selos verdes com elevada expectativa de perpetuação.

O cenário caótico dos projetos inoperantes de queimadores de fumaça

Mas como transformar uma unidade de produção de carvão poluidora e uma unidade de carvão ecológica?

Como operacionalizar os queimadores de fumaça para que eles funcionem realmente bem?

O primeiro passo é Ensinando as pessoas interessadas do segmento a projetar, construir e operar queimadores de fumaça eficientes.

Isso pode ser feito hoje pelo treinamento avançado da Fórmula da Carvoaria Perfeita. O Conhecimento está acessível a qualquer pessoa a um custo muito baixo.

Mas adianta apenas ensinar?

Não , não basta apenas ensinar, é necessário definir e segmentar responsabilidades.

Quando existe responsabilidade existe compromisso, e todo compromisso é algo que nos faz crescer.

É necessário que os empresários assumam a responsabilidade pelos seus projetos. Eles serão os primeiros a usufruir dos benefícios de uma unidade ecológica de produção de carvão vegetal.

A necessidade um processo de evangelização de larga escala em produção de carvão ecológico

É necessário que sejam formados (ensinados e depois) contratados engenheiros habilitados e capacitados que assumam responsabilidade técnica dos novos projetos nas 03 vertentes do sucesso

  • Assuma a responsabilidade técnica no PROJETO
  • Assumam a responsabilidade técnica na CONSTRUÇÃO.
  • Assuma a responsabilidade técnica na OPERAÇÃO.

Uma outra responsabilidade que precisa ser bem definida é o da fiscalização.

A fiscalização precisa garantir que as premissas de cada projeto ecológico de produção de carvão vegetal sejam cumpridas.

Mas como garantir isso?  Definindo parâmetros reais e mensuráveis de verificação e treinamento de fiscais em produção de carvão ecológico.

Entra aqui mais uma vez a questão da capacitação de pessoal.

A fiscalização precisa se capacitar tecnicamente até para poder cobrar.

A fiscalização tem que facilitar os projetos REAIS de cunho ecológicos e punir quando necessários os que se desviam do propósito maior de uma produção sustentável e os que tentam enganar a sociedade com projetos de enfeites.

As unidades modernas de produção de carvão com queimadores de fumaça eficientes envolve uma MUDANÇA COMPLETA DE CRENÇA.

E toda a mudança de crença envolve resistência, é natural.

No entanto a resistência natural não pode ser um empecilho para uma mudança maior em que toda a sociedade é beneficiada.

Desaprender e reaprender a produzir carvão vegetal

O primeiro passo é que o mercado desaprenda como fazer carvão de forma tradicional.

È necessário que sejam instalados novos valores e referencias na moderna produção de carvão.

A mudança das crença vai além do ensino, vai a necessidade de uma EVANGELIZAÇÃO de um novo modelo sustentável de produção de carvão vegetal.

Irei repetir aqui o termo, é necessário uma EVANGELIZAÇÃO das novas premissas de produção de carvão ecológico.

Iremos explorar este tema nos erros comuns na implantação de uma unidade ecológica de produção de carvão.

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Os 08 erros ao se implantar um queimador de fumaça de carbonização

Erro No 1 – Não pesquisar bem as opções e referências de um projeto eficiente de queimador de fumaça de carbonização

pesquise queimadores de fumaça

A decisão da escolha de unidade ecológica de produção de carvão deve passar pela PESQUISA OU PROSPECÇÃO.

De forma bem simples a pesquisa nada mais é do que a verificação e hierarquização das opções compatíveis para a tomada de decisão.

A decisão de escolha passar por um filtro simples de 03 passos

  1. TER RECURSOS: Tenho dinheiro para investir numa unidade ecológica? Quanto custa a mais minha unidade ecológica?
  2. TER URGÊNCIA: É necessários eu ter uma unidade ecológica agora? Qual o risco iminente de uma unidade não ecológica ser fechada?
  3. TER OPÇÂO REAL e COMERCIAL. Quem me fornece o projeto ou a fábrica de carvão ecológico tem Know-how? Quantos projetos comerciais bem sucedidos existem? Qual o custo benefício desta opção em retorno financeiro?

A busca por opções comerciais sólidas em produção de carvão vegetal

Um ponto importante a destacar é que a decisão de escolha da pesquisa ou prospecção deve ser basear em referenciais comerciais.

Implantar uma fábrica de carvão ecológico a partir do P&D (pesquisa e Desenvolvimento) é um grande risco.

Apesar de trabalhar com pesquisa e desenvolvimento a 20 anos e ser defensor do desenvolvimento constante, um projeto de carvão ecológico só deveria ser ofertado para o mercado com um nível de maturação tecnológica elevado.

Na cadeia produtiva do carvão vegetal muitas pesquisas entram no mercado sem o processo de maturação adequado e isso leva a resultados incipientes e desastrosos.

Existem empresas que investiram verdadeiras fortunas em projetos ecológicos de carvão vegetal e não tiveram resultados efetivos.

Isso acontecia porque faltava algo geralmente:

  • Produto de baixa qualidade (projeto)
  • Processo ineficiente (gestão e operação incorreta)
  • Pessoas não capacitadas .

Conhecendo o mercado de carvão há 20 anos posso afirmar que os erros acontecem e acontecem simultaneamente,

Então, antes de continuar a leitura deste artigo, tenha consciência de que a pesquisa ou prospecção é o seu primeiro passo.

Uma pesquisa profunda, racional e direcionada a sua realidade de produção de carvão vegetal.

Então vamos ao próximo capitulo em que falaremos sobre planejamento da implantação de um sistema ecológico de produção de carvão vegetal.

Erro No 2 – Não realizar TODOS os planejamentos necessários  a implantação de um queimador de fumaça eficiente

planejamento de um queimador de fumaça

Após a fase de prospecção e pesquisa vem a fase de PLANEJAMENTO.

Logicamente que e a decisão da escolha do fornecedor e do modelo do seu queimador de fumaça da sua fábrica de carvão ecológico já terá sido efetuada.

Uma grande erro que a maioria das pessoas comete com relação a implantação de um queimador de fumaça é não realizar previamente TODOS os planejamentos necessários.

Mas que PLANEJAMENTOS são necessários em um queimador de fumaça de carbonização?

  • Planejamento de implantação (projeto e construção)
  • Planejamento da operação (da produção e do controle de poluição).
  • Planejamento da promoção (lobby interno e externo do seu modelo de controle de poluição)
  • Planejamento de capacitação COMPLETO de TODA sua equipe operacional
  • Planejamento da gestão (personalização  da produção e controle de gases da sua realidade)
  • Planejamento do controle e feedback (coletar dados precisos, gerar informação e efetivar decisões)

Lembre-se que a fase de planejamento começa após a escolha do seu projeto que foi apenas o seu primeiro passo.

Adaptar ou fazer um novo projeto ecológico de produção de carvão vegetal

O planejamento da implantação de uma unidade ecológica de produção de carvão vegetal com queimador de fumaça de carbonização pode acontecer por duas linhas.

  • Pela construção de um queimador e fornos de produção de carvão num layout completamente novo
  • Na adaptação de queimadores de uma unidade tradicional aproveitando os fornos e o layout existentes.

Mas qual é a opção melhor? Um novo projeto ou um projeto adaptado?

O que couber no seu bolso!

No entanto, destacamos que qualquer projeto que se inicia sem vícios,  previamente calculado e desenhado para otimização é necessariamente uma melhor opção.

Necessariamente não precisa ser a sua opção de substituir todos os seus equipamentos, mas lembre- que se for possível e factível ter um projeto otimizado na “planta”, tome esta decisão.

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Erro No 3 – Não anotar as devidas responsabilidades de projeto e construção

anotar responsabilidade do queimador de fumaça

Após a fase de planejamento começa a fase de implantação do queimador de fumaça.

Aqui geralmente acontece a combinação de erros e não apenas um erro.

Mas quais erros comuns acontecem na construção de um queimador de fumaça de carbonização?

Uma erro muito frequente é construírem o queimador de fumaça diferente do originalmente projetado (isso quando existe um projeto…).

Outro erro comum é alterarem dimensões de algumas partes específicas do projeto original no momento da construção do queimador.

Outro erro é utilizarem materiais construtivos de qualidade ao inferior especificado ou recomendado no projeto do queimador de fumaça.

Um outro erro é não contratarem pessoas experientes para a construção do equipamento ou da unidade ecológica como um todo.

De uma foram geral, tirando algumas exceções, o que se verifica na cadeia produtiva de carvão vegetal é implantar projetos de queimadores abaixo dos limites técnicos e de engenharia.

De forma simples o que ocorre são projetos ruins, construídos com materiais de qualidade inferior por pessoas despreparadas.

O que deve conter num projeto de queimador de fumaça

Um projeto de queimador de fumaça envolve a adequada construção de:

  • Válvulas de conexão efetivas entre forno e dutos;
  • Dutos de conexão de fumaça em dimensões adequadas;
  • Queimador de gases de carbonização com dimensões e proporções corretas;
  • Sistema de exaustão e chaminé dimensionados com margem de segurança adequada;
  • Outros detalhes importantes que garantam o real funcionamento do equipamento.

Uma boa forma de se contornar dos problemas acima citados é exigir do seu fornecedor a  ART (Assinatura de Responsabilidade Técnica) do projeto e da construção do equipamento.

Verifique no acervo técnico se o mesmo já realizou este tipo de projeto e as referências do mesmo.

A ART é retirada geralmente pelo CREA do estado do projeto.

O CREA é o Conselho de Regional de Engenharia e Agronomia que “gerencia” os profissionais e empresas no Brasil

Um profissional ao assinar uma ART significa dizer que ele assumiu o compromisso do projeto e/ou da construção do queimador.

O mais importante: EXIJA DO FORNECEDOR, o treinamento na Fórmula da Carvoaria Perfeita, que é o mais completo treinamento (mundial) no ensino a projetos, construção e operação de unidades ecológicas de carvão vegetal.

Erro No 4 – Operar uma carvoaria ecológica achando que é uma carvoaria tradicional

não operar corretamente

Um grande erro  tem sido construírem queimadores de fumaça em unidades tradicionais de produção de carvão e operarem os fornos de produção de carvão da mesma forma.

Uma unidade ecológica de carvão OPERA DE FORMA diferente de uma unidade tradicional.

O conceito ecológico traz a tecnicidade e a profissionalização que otimiza processos e produtos.

Infelizmente mantém-se com muita resistência a tradicional forma de se produzir carvão vegetal.

A tradicional forma de se produzir carvão vegetal não se preocupa com a qualidade final do produto.

A tradicional forma de se produzir carvão vegetal não tem rastreabilidade de processo nem tem indicativos precisos.

A tradicional forma de se produzir carvão vegetal não treina as pessoas a conhecerem o que é um bom produto e um bom processo.

E o que acontece?

Acabam operando e produzindo o carvão da mesma forma que no passado, na intuição, dentro de crenças limitantes.

Nesta fase (uma vez construindo seu sistema de controle de poluição) , você tem a responsabilidade de funcionamento do queimador de fumaça.

Da bicicleta para o carro: uma mudança que ainda não aconteceu na produção de carvão

No entanto, operação do queimador depende da sincronia de operação dos fornos.

Ilustrando, no sistema tradicional de produção de carvão vegetal, você andava de bicicleta agora com o sistema ecológico de carvão você anda de carro.

Pergunte-se: “Eu conseguiria dirigir um carro sem nunca ter tido uma aula de direção? o que eu preciso para tira minha carteira de motorista da minha unidade ecológica de carvão vegetal?”

Se não se sente confiante em operar uma unidade ecológica contrate um engenheiro com experiência para escrever um manual de operação de unidade e checar todas as variáveis.

Nesta fase pode-se cobrar uma anotação de responsabilidade de um engenheiro para ajustar o processo e checar tudo.

Inclusive em alguns estados brasileiros é necessário um engenheiro florestal para se responsabilizar pela produção de carvão vegetal.

Mas de qualquer forma (no final da história) o dono do “carro” é você. Você precisa saber o quanto pode contar com ele e torna-lo o mais eficiente possível

Sua equipe de “motoristas e mecânicos” precisa guiar sua unidade bem!

Como sugestão, solicite o acompanhamento operacional de pessoas treinadas na Fórmula da Carvoaria Perfeita.

As pessoas treinadas na Fórmula da Carvoaria aprendem todas nuances operativas de uma unidade ecológica de produção de carvão vegetal e podem te ajudar na melhoria dos seus resultados.

Melhorias que começam pela secagem de madeira em vários níveis, resfriamento do forno dentre muitas outras opções.

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Erro No 5 – Não promover seu queimador de fumaça

promover o queimador de fumaça

Um grande erro ao começar um projeto ecológico é não promover o seu projeto.

É necessário vender o que você tem de melhor.

Você agora está transformando uma commodities em uma marca.

E uma marca vale mais que uma commodities.

Quantas pessoas vendem de forma “falsa”: Carvão ecológico: 100% de madeira de reflorestamento.

Uma propaganda completamente enganosa passível de processos judiciais.

O fato das pessoas usarem uma madeira de reflorestamento não quer dizer que o carvão vegetal seja ecológico.

A palavra ecológico é muito mais profundo que madeira reflorestada .

O termo Ecológico é um termo muito mais abrangente.

Definindo abrangência do termo ecológico

Ecológico É um termo que FAZ BEM ao MEIO. E o que é o MEIO?

  • O meio é o cliente comprador do carvão que faz uso do carvão,
  • O meio são os colaboradores que trabalham para produção do carvão,
  • O meio são os acionistas do negócio que recebem dividendos da venda do carvão,
  • O meio é o governo que recolhe impostos da venda deste carvão,
  • O meio é a sociedade do entorno (confrotantes) da unidade produtiva do carvão que deixa de ser contaminada por gases “sujos”.
  • O meio são os animais e vegetais do entorno que não são mais afetados por gases tóxicos
  • O meio é o ar atmosférico que você respira agora e que não está mais sendo tão contaminado como numa unidade tradicional de produção de carvão vegetal .

Os níveis de promoção de um negócio ecológico de carvão

O nível de promoção deve ser:

  • INTERNO; Com toda equipe de colaboradores de forma a prepará-los mentalmente para a transição do sistema tradicional para o sistema ecológico de produção de carvão.
  • EXTERNO: Todos os agentes externos que facilitem a abertura do caminho do seu negócio de carvão vegetal. Dentre os agentes de promoção destacamos:

Você tem que promover o produto ecológico para OS SEUS CLIENTES:

Se temos um processo limpo que gera um produto ecológico, os clientes devem ser os mais bem informados do seu produto

São seus clientes que pagam a você o carvão vegetal e faz com que o sistema todo funcione (economicamente).

Os clientes devem ter orgulho de comprar o seu produto.

Muitos dos seus clientes deles irão pagar a mais pelo REAL carvão ecológico.

Você tem que promover o processo ecológico nos ÓRGÃOS AMBIENTAIS:

Lembre-se que processos poluidores passam pelos órgãos ambientais.

A produção tradicional de carvão vegetal é  um processo de alto impacto poluidor.

A promoção do seu negócio ecológico de BAIXO IMPACTO POLUIDOR vai facilitar toda a tramitação de documentos.

Seu processo ecológico terá facilidades de  liberação de licenças ANTES, DURANTE E APÓS  a implantação.

Você tem que promover o processo ecológico na SOCIEDADE

Muitas unidades tradicionais de produção de carvão fecharam e outras nem mesmo abriram por PRESSÃO DA SOCIEDADE.

O ministério público hoje é presente e atuante.

São muitos casos de encerramento de atividades de produção de carvão a partir da decisão do ministério público.

Apresentar a sociedade o seu projeto ecológico de carvão vegetal é uma estratégia importante na perpetuação do seu negócio.

Você tem que promover o processo ecológico  na MÌDIA

A mídia é um excelente canal tanto para destruir como para construir negócios.

Na mídia está repleto de notícias de projetos bem sucedidos e de projetos irregulares em produção de carvão vegetal.

No entanto eu diria que de cada 10 menções sobre carvão vegetal na mídia, 09 delas são para apontar irregularidades e apenas uma para apresentar projetos bem sucedidos.

Então PROMOVA o seu queimador de fumaça, mas promova o que dá certo.

Não promova um projeto “meia boca” que tem chances de dar errado.

Lembre-se dos diversos projetos da Fórmula da Carvoaria Perfeita que foram bem sucedidos e use-os como referências.

Erro No 6 – Não treinar BEM pessoas

O erro de não treinar pessoas é o mais impactante hoje na produção de carvão vegetal.

Perceba que eu disse na produção de carvão vegetal.

Estou falando tanto da forma tradicional, como na forma ecológica de se fazer carvão vegetal.

Não existem cursos formais de produção de carvão vegetal.

Os cursos existentes de produção de carvão vegetal são realizados por poucos profissionais e geralmente sob demanda de algumas empresas específicas.

A maioria dos cursos são teóricos e pouco aplicados a realidade dos produtores de carvão vegetal.

Não existe uma disciplina específica de carvão vegetal na maior parte da grade curricular das faculdades.

Alguns materiais didáticos são publicados na internet, mas são extremamente básicos e pouco aplicados a NOVA REALIDADE ECOLÓGICA de produção  de carvão vegetal.

Não existem profissionais capacitados nas empresas, entidades de ensino, órgãos ambientais e técnicos com base numa produção ecológica.

Os conceitos tradicionais de produção de carvão vegetal são ultrapassados e pouco tecnificados.

A inovação e a difusão do conhecimento é lenta.

As crenças limitantes com relação a produção de carvão vegetal são fortes e poderosas e difíceis de serem rompidas.

Como sugestão sugere-se a capacitação de pessoas no treinamento mais completo do mercado: Fórmula da Carvoaria Perfeita.

Irei repetir aqui: Capacitação de PESSOAS em unidades ecológicas é de suma importância.

Vamos agora falar da personalização do seu negócio de carvão vegetal.

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Erro No 7 –  Não personalizar sua unidade de acordo com a escala e objetivo do negócio

Um erro comum é não personalizar o projeto de acordo com sua realidade.

Um projeto de queimador (por exemplo) que dá certo em regiões de cerrado (secas e quentes) pode ser um completo desastre numa região fria e úmida

Um projeto de queimador para fornos retangulares pode não funcionar em fornos metálicos.

Uma projeto de queimador para madeira de eucalipto pode não funcionar para madeira de pinus.

Mas porque isto acontece?

Apesar dos conceitos de produção de carvão vegetal serem universais, as variáveis de cada produtor de carvão vegetal são diferentes.

Os projetos da Fórmula da Carvoaria Perfeita tem baseado em módulos produtivos padrões com opções de personalização.

Mas que personalizações são essas?

São personalizações que admitem diferentes cenários produtivos.

Dentre estes cenários destacamos:

  • Diferente escalas
  • Diferentes matérias primas
  • Diferentes velocidades de ciclo.
  • “Gaps” produtivos
  • Outros

Personalização significa flexibilização de produção de carvão ecológico

Dificilmente um projeto de produção de carvão é exatamente igual ao outro.

A personalização significa aqui também FLEXIBILIZAÇÃO.

O projeto ecológico deve prever alternativas e mudanças de marcha que garantam o sucesso do empreendimento.

Processo florestais, diferente de processos industriais, tendem a ter grandes variações e estas variações precisam ser compensadas com mecanismos flexíveis e práticos.

O processo biológico de produção de madeira (crescimento e qualidade da árvore e da madeira) possui variáveis que o homem não controla.

O clima por é outro fator sem controle.

O clima afeta:

  • a produção da madeira,
  • os processos de extração/secagem/acondicionamento da madeira,
  • a conversão dentro do forno de madeira em carvão e;
  • os gases produzidos durante a carbonização.

Considerando isto flexibilizar sua unidade e ajustar a sua realidade é essencial.

Lembre-se que seu projeto será único e ímpar.

Você deve estar preparado para:

  • minimizar fraquezas internas do seu negócio de carvão e
  • maximizar as forças/vantagens locais e regionais da cadeia interna produtiva do seu negócio de carvão.

Erro No 8 – Não verificar com precisão os resultados da sua unidade

controlar o queimador de fumaça

Um grande erro é não controlar de forma precisa sua produção e seu queimador de gases de carbonização.

Pequenos negócios de produção de carvão vegetal praticamente inexistem controles e registros.

Nos pequenos negócios é quase impossível mensurar os resultados reais da produção de carvão vegetal.

Essa premissa é válida também para o controle da poluição.

A percepção de resultados na produção de carvão acaba sendo muito mais intuitivo do que racional.

E que acontece?

Prejuízos indetectáveis e quando detectado pode ser tarde.

Numa vertente diferente, grande negócios de carvão vegetal, geralmente de multinacionais, produzem excesso de registros.

Os registros em excesso dificultam a constituição da informação precisa e real que gera decisões e resultados efetivos.

Não se consegue organizar racionalizar e constituir a informação.

As grandes empresas não focam no princípio de pareto que 80% dos resultados são função de 20% das ações.

Apesar de terem dados acabam não conseguindo gerar INFORMAÇÂO de valor.

Além disso os custos pelos excessos de registros são elevados e necessariamente não efetivos. Mas por quê?

No treinamento da Fórmula da Carvoaria Perfeita tem um módulo de GESTÃO DE PRODUÇÃO que ensina em várias aulas a coletar os DADOS necessários e a gerar AS INFORMAÇÕES CORRETAS E PRECISAS que geram resultados efetivos na produção de carvão ecológico.

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Dicas finais para não errar mais

Finalizamos aqui nosso artigo épico sobre erros em projetos ecológicos de carvão vegetal.

Importante destacar que aprender com os erros seus e com os ERROS DOSOUTROS é uma das grandes características dos empreendedores de sucesso.

Você já percorreu parte da sua jornada rumo ao sucesso em produção de carvão vegetal.

Neste artigo épico você aprendeu os 08 erros comuns a quem tentou e não conseguiu ser bem sucedido na implantação de um queimador de fumaça de carbonização.

Os 08 erros apresentados no queimador de fumaça são

  1. Não pesquisar
  2. Não planejar
  3. Não construir corretamente
  4. Não operar corretamente
  5. Não promover o projeto
  6. Não capacitar a equipe
  7. Não personalizar
  8. Não controlar

Desviando-se dos obstáculos e/ou erros acima mencionados a possibilidade de sucesso no controle da poluição de um queimador de fumaça é imensa.

Em outro artigo épico iremos explorar  os passos técnicos para se projetar de forma correta um queimador de fumaça.

O queimador de fumaça de carvão é um projeto que existe a cerca de 20 anos, no entanto ainda está engatinhando no Brasil.

Além do projeto do queimador iremos explorar também técnicas construtivas e materiais alternativos para um controle mais efetivo do seu incinerador de gases de carbonização.

Fique ligado e nos encontramos breve

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Informações

Sobre o Autor

Daniel Camara Barcellos,é especialista em Energia de Biomassa e tem estudado a melhor forma de AJUDAR PESSOAS  a projetarem construírem e operarem unidades ecológicas de carvão vegetal.

Engenheiro Florestal formado na Universidade Federal de Viçosa com especialização em Fontes Alternativas de Energia, Mestrado e Doutorado em Energia de Biomassa.

NOS ÚLTIMOS 20 ANOS já ajudou inúmeras empresas e pessoas a desenvolverem e instalarem unidades ecológicas de carvão vegetal.

A partir dos  RESULTADOS COMPROVADOS de unidades sustentáveis  tem como perspectiva de mudar a péssima imagem da produção de carvão vegetal e ter ajudar a alcançar as habilidades necessárias para produzir carvão ecológico.

Com sua recente formação em Coach tem treinado de forma muito mais efetiva

Destina 10% da renda angariada pelos seus treinamentos para AJUDAR CRIANÇAS e famílias de baixa renda a partir da EDUCAÇÃO a se desenvolverem como indivíduos e assim se propiciarem a terem uma VIDA MAIS ABUNDANTE !

Sobre a Fórmula da Carvoaria Perfeita

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA  é a metodologia definitiva de produzir carvão vegetal de forma ECOLÓGICA.

A Fórmula da Carvoaria Perfeita é um treinamento avançado que objetiva treinar pessoas para se tornarem “Experts” em produção de carvão ecológico e se tornarem conhecedores da sabedoria da FÓRMULA ECOLÓGICA DE PRODUÇÃO CARVÃO VEGETAL.

Este  treinamento avançado é único no mundo. Apenas um grupo seleto de pessoas conhecem a fórmula e usufruem do poder da sua transformação.

A FÓRMULA DA CARVOARIA PERFEITA tem transformado vidas e negócios e tem ajudado o segmento a mudar a imagem da produção de carvão vegetal.

Acesse  http://carvoariaperfeita.com e saiba mais.